Abordagem da semântica nos livros didáticos de língua portuguesa em países lusófonos

Sônia Maria Nogueira,
Daniela Jaqueline Tôrres Barreto

Resumo

Este artigo pretende verificar aspectos da Semântica em livro didático de Língua Portuguesa de países lusófonos, especificamente do Brasil e de Angola, na década de 2010, uma vez que se reitera a posição em defesa desse instrumento legítimo que auxilia no desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem, visto que procura sistematizar e organizar os conhecimentos escolares. Para tanto, os corpora constituem-se das obras: “Para viver juntos: Português”, 9º ano, de Marchetti; Strecker e Cleto (2015), do Ensino Fundamental – anos finais, do Brasil; e “Língua Portuguesa”, 9ª classe, de Mesquita e Pedro (2014), do 1º ciclo do Ensino Secundário – Ensino Geral, de Angola; sendo correspondentes em grau de escolaridade. Dessa maneira, será utilizada como metodologia a abordagem documental com análise qualitativa e, em virtude disso, a pesquisa ancora-se nas proposições da Historiografia Linguística: representada por Köerner (1996; 2014), observando-se os princípios de contextualização e imanência; da organização proposta por Swiggers (2010; 2013), Batista (2013), e Batista e Bastos (2020). Estudos em Lusofonia das autoras Bastos e Brito (2013) e Nogueira (2021). O embasamento teórico, inclusive, em Semântica com os autores: Guiraud (1960), Marques (1996), Cançado e Amaral (2017) e Wachowicz (2013). Constatou-se que tanto os gramáticos brasileiros quanto os angolanos propuseram o estudo da teoria Semântica para o ensino-aprendizagem nos materiais didáticos, por meio de atividades específicas sobre aspectos semânticos

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