Resumo

Por meio de fundamentos teóricos e procedimentos metodológicos da Historiografia da Linguística, Cristina Altman apresenta uma abordagem da história da linguística a partir de um ponto de vista diferenciado: compreender algumas etapas do desenvolvimento de teorias estruturalistas (entre os anos 1920-1950) a partir do contato entre pesquisadores norte-americanos e europeus. Esse contato não se deu de forma pacífica e permite que se observe que a ciência é prática humana, permeada por associações e conflitos. Destacam-se aspectos teóricos e sociais do diálogo entre pesquisadores, envolvidos em comunidades em polarização, com referência também à recepção brasileira diante dos polos opostos que constituíram a assim chamada guerra fria estruturalista.