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  • A linguagem como prática de liberdade: contribuições de Paulo Freire para a internacionalização da educação na perspectiva dialógica e decolonial

    Thiago Ribeiro Rafagnin,
    Luciana Rita Bellincanta Salvi,
    Maritânia Salete Salvi Rafagnin

    Resumo

    A internacionalização da educação tem se consolidado como um eixo estratégico das práticas educacionais em escala global, frequentemente orientada por discursos de competitividade e padronização de saberes. Diante desse cenário, este artigo tem como objetivo analisar as contribuições do pensamento de Paulo Freire para a construção de uma concepção humanizadora de internacionalização da educação, compreendendo a linguagem como prática de liberdade e o diálogo como fundamento ético e político da educação. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, descritiva e bibliográfica, fundamentada na leitura e interpretação crítica de obras freireanas, em especial Educação como prática da liberdade, Pedagogia do oprimido e Pedagogia da autonomia. Os resultados indicam que a linguagem, em Freire, é ato criador e emancipatório, capaz de transformar o mundo e de promover a escuta e a coautoria entre sujeitos e culturas. Conclui-se que a internacionalização da educação, quando orientada por uma ética dialógica e solidária, pode constituir-se em prática emancipatória, promotora da justiça social e da pluralidade epistêmica, reafirmando o papel da linguagem como mediação entre saberes e expressão da dignidade humana.

    Referências

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