Ensino de português para estrangeiros nos institutos federais: análise comparativa de cursos do programa de português como língua adicional em rede
Resumo
Este estudo analisa o Curso de formação inicial e continuada (FIC), Português como Língua Adicional (PLA) em Rede de duas instituições federais de ensino. O curso tem como foco o ensino básico da Língua Portuguesa para estrangeiros, buscando fortalecer a internacionalização da língua nacional, assim como faz parte da adesão ao Programa de Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (CONIF). Ademais, o curso foi e é oferecido exclusivamente por meio de Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) dos Institutos Federais do Brasil (IFs). Nesse contexto, o intuito aqui é analisar comparativamente a estrutura e organização de dois planos de cursos específicos de dois Institutos Federais. O estudo apoia-se em contribuições de Almeida Filho (2012), Scaramucci e Bizon (2020), Mendes (2014) e Rocha (2025) sobre a cronologia do ensino da língua portuguesa e línguas estrangeiras no Brasil. Além disso, ainda na parte teórica, as discussões sobre tecnologias e o planejamento de línguas baseiam-se em Menezes (2019), Mayrink (2018), Almeida Filho (2007), Valente (1999) e Paiva (2010). Metodologicamente, caracteriza-se no viés qualitativo e interpretativista, considerado um estudo de caso, fundamentado nas teorias de Lüdke e André (1986), Bardin (2011) e Bogdan e Biklen (1994). A análise comparativa compreende-se entre os planos de cursos e as respostas de um questionário aplicado aos professores-autores dos referidos planos de cursos. Espera-se que o artigo possa promover reflexões aos estudos sobre ensino de português para estrangeiros mediados por tecnologia desenvolvidos nos Institutos Federais no Brasil, e se possível, em contexto similares.
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