Desafios da Internacionalização da Educação: o que os agentes das instituições de Ensino Superior dizem?
Resumo
A internacionalização da educação superior tem sido objeto de crescente debate nas instituições brasileiras, especialmente no que diz respeito às políticas linguísticas e à promoção da justiça social. Embora haja avanços, persistem desafios que dificultam uma internacionalização equânime e sensível às realidades locais. Este artigo apresenta um recorte da pesquisa em andamento de Lima (2026), que investiga os desafios enfrentados por agentes de internacionalização nas instituições de ensino superior (IES), com foco na incompreensão dos objetivos da internacionalização e na resistência dentro da comunidade acadêmica. Os resultados indicam que a internacionalização é frequentemente fragmentada e mal compreendida, gerando resistência motivada por insegurança e falta de informações claras. Isso evidencia a necessidade de políticas mais transparentes, formação específica e ações que valorizem o contexto local para viabilizar uma internacionalização crítica e integrada. As políticas linguísticas desempenham papel fundamental ao definir quais línguas e epistemologias são legitimadas no espaço acadêmico, mas podendo reforçar desigualdades estruturais se não forem inclusivas. A linguagem deve ser vista como um direito e um meio para democratizar o acesso ao conhecimento. A resistência à internacionalização, entendida como expressão democrática, torna-se problemática quando decorre da falta de compreensão do processo. Assim, a internacionalização comprometida com a justiça social deve fundamentar-se em políticas linguísticas inclusivas e em uma atuação ética e sensível às diversidades locais.
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