• bos288
  • bos288
  • bos288
  • bos288
  • bos288
  • bos288
  • bos288
  • bos288
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • dewirp
  • dewirp
  • dewirp
  • dewirp
  • dewirp
  • dewirp
  • dewirp
  • dewirp
  • dewirp
  • nagarp
  • nagarp
  • nagarp
  • nagarp
  • nagarp
  • nagarp
  • nagarp
  • nagarp
  • nagarp
  • nagarp
  • nagarp
  • nagarp
  • agenrp
  • agenrp
  • agenrp
  • agenrp
  • agenrp
  • agenrp
  • agenrp
  • agenrp
  • agenrp
  • agenrp
  • agenrp
  • agenrp
  • agenrp
  • agenrp
  • agenrp
  • agenrp
  • slot gacor
  • slot gacor
  • slot gacor
  • slot gacor
  • slot gacor
  • slot gacor
  • slot gacor
  • slot gacor
  • slot88
  • raja168
  • agenrp
  • slot gacor
  • nagarp
  • rodarp
  • rodarp
  • agenrp
  • raja168
  • fijislot
  • emas288
  • bos288
  • raja168
  • bos288
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • emas288
  • agenrp
  • agenrp
  • bos288
  • bos288
  • bos288
  • Ensino de Libras como primeira língua numa turma de estudantes surdos: tensões entre língua de sinais e língua majoritária no cotidiano escolar

    Giselli Mara Silva,
    Wesley Klismann Ferreira Valério

    Resumo

    O objetivo deste trabalho é analisar as práticas de ensino de Libras construídas numa turma do 5º ano do Ensino Fundamental, composta por alunos surdos e professora surda, em uma escola especial, além de investigar a relação entre a Libras e o português e o acesso a essas línguas nas interações cotidianas. Foram exploradas contribuições dos estudos do bilinguismo e educação bilíngue, além dos estudos do discurso da sala de aula (Bloome, 1989; Martin-Jones, 2007; García; Woodley, 2015; Maher, 2007), e pesquisas sobre o ensino de Libras e o professor surdo (Gesser, 2011; Romário; Dorziat, 2018). Desenvolveu-se um estudo de perspectiva etnográfica, com observação participante e filmagem das aulas de Libras durante 3 meses, entrevistas, notas de campo e coleta de artefatos. A análise dos dados evidenciou a predominância de práticas centradas no ensino de vocabulário, com foco na correspondência direta entre sinais e palavras. Observou-se que diversos mecanismos contribuem para que o português se consolide como o principal objetivo educacional, especialmente a relação de poder entre professor regente e professor de Libras. Verificou-se que a Libras é concebida como um recurso pedagógico para ensinar português; e o professor surdo é visto como um “professor de reforço”, que explica em Libras conteúdos que caberiam ao professor ouvinte. Identificou-se uma visão grafocêntrica e monolíngue que dificulta o acesso dos estudantes surdos à Libras. O estudo aponta a necessidade de ações de formação de professores, realização e difusão de pesquisas e produção de materiais didáticos voltados ao ensino da Libras.


     

    Referências

    ALBRES, N. A.; NEVES, S. L. G. Formação de instrutores de Libras surdos: relatos sobre a apropriação de modos de conduzir uma aula. In: ALBRES, N. A.; NEVES, S. L. G. (org.). Libras em estudo: formação de profissionais. São Paulo: FENEIS, 2014, p. 63-90.

    BLOOME, D. Beyond Access: an Ethnographic Study of Reading and Writing in a Seventh Grade Classroom. In: BLOOME, D. (Ed.) Classrooms and Literacy. Norwood, NJ: Ablex, 1989, p.53-104.

    BOTELHO, P. Linguagem e Letramento na Educação de Surdos: ideologias e práticas pedagógicas. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.

    BRASIL. Lei nº 14.191, de 3 de agosto de 2021. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), para dispor sobre a modalidade de educação bilíngue de surdos. Diário Oficial da União, Brasília, 04 ago. 2021.

    CAMPELLO, A. R e S.; REZENDE, P. L. F. Em defesa da escola bilíngue para surdos: a história de lutas do movimento surdo brasileiro. Revista Educar em Revista, Curitiba, Edição Especial n. 2/2014, p. 71-92. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0104-4060.37229. Acesso em: 13 jun. 2025.

    CASTANHEIRA, M. L. Aprendizagem Contextualizada: discurso e inclusão na sala de aula. Belo Horizonte: Ceale/ Autêntica, 2004.

    CAVALCANTI, M. C. Estudos sobre educação bilíngue e escolarização em contextos de minorias linguísticas no Brasil. DELTA, v. 15, n. especial, p. 385-417, 1999. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0102-44501999000300015. Acesso em: 13 jun. 2025.

    FERNANDES, S. Práticas de letramento na educação bilíngüe para surdos. Curitiba: SEED, 2006.

    FERREIRA, R. A. Ensino de Libras com Gêneros Discursivos Autênticos na Perspectiva do Letramento Crítico na Formação de Professores. 155 f. (Mestrado em Letras) – Universidade Federal do Tocantins – UFT, Porto Nacional, 2021.

    GARRUTI, E. A.; MOREIRA, T. N. A. A criança surda na educação infantil bilíngue: a importância do social para a construção da linguagem. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 48, e234024, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1678-4634202248234024. Acesso em: 13 jun. 2025.

    GARCÍA, O. Bilingual education in the 21st century: a global perspective. Malden, MA: Wiley-Blackwell, 2009.

    GARCÍA, O.; WOODLEY, H. H. Bilingual education. In: BIGELOW, M.; ENNSER KANNANEN, J. (ed.). The Routledge handbook of educational linguistics. New York: Routledge, 2015, p. 132-144.

    GESSER, A. Entre a Tradição e a Necessidade: visões sobre ensinar e aprender a Libras de um professor surdo e suas alunas ouvintes. In: SZUNDY, P. T. C.; ARAÚJO, J. C.; NICOLAIDES, C. S.; SILVA, K. A. (Org.). Linguística Aplicada e sociedade: ensino e aprendizagem de línguas no contexto brasileiro. Campinas: Pontes Editores, 2011, p. 217-224.

    GOLDFELD, M. A criança surda: linguagem e cognição numa perspectiva sociointeracionista. São Paulo: Plexus Editora, 2002.

    GREEN, J. L.; DIXON, C. N.; ZAHARLICK, A. A Etnografia como uma lógica de investigação. Educação em Revista, Belo Horizonte, v. 42, p. 13-79, dez. 2005.

    KUNTZE, M.; GOLOS, D.; ENNS, C. Rethinking literacy: broadening opportunities for visual learners. Sign Language Studies, vol.14, n. 2, p. 203-224, 2014.

    LEITE, E. M. C. Os papeis do intérprete de Libras na sala de aula inclusiva. Petrópolis (RJ): Editora Arara Azul, 2005.

    MAHER, T. M. A Educação do Entorno para a Interculturalidade e o Plurilingüismo. In: KLEIMAN, A. B.; CAVALCANTI, M. C. (Orgs.). Lingüística Aplicada – suas Faces e Interfaces, Campinas: Mercado de Letras, 2007, p. 255-270.

    MARTIN-JONES, M. Bilingualism, Education and the Regulation of Access to Language Resources. In: HELLER, M. (eds) Bilingualism: A Social Approach. Palgrave Advances in Linguistics. Palgrave Macmillan, London, 2007, p. 161-182.

    MEDEIROS, J. R.; FERNANDES, S. de F. Gêneros Textuais em Videolibras: um estudo de aspectos composicionais. Trama, Marechal Cândido Rondon, v. 16, n. 39, p. 65–80, 2020. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/trama/article/view/23705. Acesso em: 10 jun. 2025.

    PAPEN, U. The (New) Literacy Studies: The evolving concept of literacy as social practice and its relevance for work with deaf students. Journal of Cultural Psychology, jun. 2023.

    PELUSO, L. Textualidad Diferida y Videograbaciones en LSU: un caso de política lingüística. Revista Digital de Políticas Lingüísticas, año 6, Volumen 6 (16 -37), setiembre 2014.

    PLAZA-PUST, C. Language Development and Language Interaction in Sign Bilingual Language Acquisition. In: MARSCHARK, M.; TANG, G; KNOORS, H. (Eds.). Bilingualism and Bilingual Deaf Education. Oxford University Press, 2014, p.23-53.

    REIS, F.; LIMA, M. D. Educação bilíngue de surdos na LDB: uma nova conquista do movimento surdo. ETD- Educação Temática Digital, Campinas (SP), v.24, n.4, p. 761-780, out./dez. 2022.

    RODRIGUES, C. H. Situações de Incompreensão Vivenciadas por Professor Ouvinte e Alunos Surdos na Sala de Aula: processos interpretativos e oportunidades de aprendizagem. 238f. Dissertação (Mestrado em Educação). Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2008.

    ROMÁRIO, L.; DORZIAT, A. Diferença surda e relações de poder na prática docente. Práxis Educativa, [S. l.], v. 13, n. 3, p. 750–768, 2018. DOI: 10.5212/PraxEduc.v.13i3.0007. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/praxiseducativa/article/view/11145. Acesso em: 13 jun. 2025.

    SILVA, G. M. Lendo e Sinalizando Textos: uma análise etnográfica das práticas de leitura em português de uma turma de alunos surdos. 222 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Faculdade de Educação, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, 2010.

    SILVA, G. M. Perfis Linguísticos de Surdos Bilíngues do Par Libras-Português. 216 f. Tese (Doutorado em Estudos Linguísticos) – Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2018a.

    SILVA, G. M. O processo de ensino-aprendizagem da leitura em uma turma de alunos surdos: uma análise das interações mediadas pela Libras. Revista Brasileira de Linguística Aplicada, v. 14, n. 4, p. 905-934, 2014.

    SILVA, G. M. Transitando entre a Libras e o português na sala de aula: em busca de estratégias visuais de ensino da leitura. REVISTA X, v.13, p. 206 - 229, 2018b.

    Silva, G. M. O bilinguismo dos surdos: perfis linguísticos e usos da Libras e do português. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2022.

    Silva, G. M. Práticas de letramento na educação de crianças surdas: Libras e português constituindo a relação com a língua escrita. Projeto de pós-doutorado. Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal do Paraná. Curitiba, mar. 2024.

    SILVA, I. R. As Representações do Surdo na Escola e na Família: entre a (in)visibilização da diferença e da “deficiência”. 274f. Tese (Doutorado em Linguística Aplicada) - Instituto de Estudos da Linguagem, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2005.

    SILVA, I. R. Perspectiva de educação intercultural bilíngue para surdos. Estudos Linguísticos e Literários, n. 50, p. 120-144, jul-dez 2014.

    SILVA, M. S. A educação bilíngue de surdos na Lei 14.191/2021: histórico, implementação e percepções de lideranças surdas. 2025. Dissertação (Mestrado em Estudos Linguísticos) - Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2025.

    SKLIAR, C. Uma perspectiva sócio-histórica sobre a psicologia e a educação dos surdos. In: SKLIAR,C.(org.). Educação e Exclusão: abordagens sócio-antropológicas em educação especial. Porto Alegre: Mediação, 1997. p. 75-110.

    SPRADLEY, J. P. Participant observation. South Melbourne: Thomson Learning, 1980.

    STREET, B. V. Letramentos sociais: abordagens críticas do letramento no desenvolvimento, na etnografia e na educação. Tradução de João Bagno. São Paulo: Parábola Editorial, 2014.

    STUMPF, M. Rossi; LINHARES, R. S. de A. (org.). Referenciais para o ensino de Língua Brasileira de Sinais como primeira língua para surdos na Educação Bilíngue de Surdos: da Educação Infantil ao Ensino Superior, Vol. 3 [livro eletrônico] / texto final coletivo: vários autores et. al.. 1ª edição. Petrópolis, RJ: Editora Arara Azul, 2021.

    TUYAY, S.; JENNINGS, L.; DIXON, C. Classroom discourse and opportunities to learn: an ethnographic study of knowledge construction in a bilingual third‐grade classroom. Discourse Processes, v. 19, n. 1, p. 75-110, jan. 1995.