• bos288
  • bos288
  • bos288
  • bos288
  • bos288
  • bos288
  • bos288
  • bos288
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • dewirp
  • dewirp
  • dewirp
  • dewirp
  • dewirp
  • dewirp
  • dewirp
  • dewirp
  • dewirp
  • nagarp
  • nagarp
  • nagarp
  • nagarp
  • nagarp
  • nagarp
  • nagarp
  • nagarp
  • nagarp
  • nagarp
  • nagarp
  • nagarp
  • rodarp
  • rodarp
  • rodarp
  • rodarp
  • rodarp
  • rodarp
  • rodarp
  • rodarp
  • agenrp
  • agenrp
  • agenrp
  • agenrp
  • agenrp
  • agenrp
  • agenrp
  • agenrp
  • slot gacor
  • slot gacor
  • slot gacor
  • slot gacor
  • slot gacor
  • slot gacor
  • slot gacor
  • slot gacor
  • slot88
  • raja168
  • agenrp
  • slot gacor
  • nagarp
  • rodarp
  • rodarp
  • agenrp
  • raja168
  • fijislot
  • emas288
  • bos288
  • raja168
  • bos288
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • raja168
  • emas288
  • agenrp
  • agenrp
  • bos288
  • bos288
  • bos288
  • Sobre gênero neutro em português brasileiro e os limites do sistema linguístico

    Luiz Carlos Schwindt

    Resumo

    Neste texto, proponho uma abordagem de neutralização de gênero em português brasileiro na perspectiva do sistema linguístico. Para isso, parto de considerações sobre a caracterização de mudanças deliberadas e sobre os padrões de marcação e produtividade de gênero gramatical na língua. São avaliados, nessa perspectiva, quatro tipos de empregos correntes de gênero inclusivo: uso de feminino marcado no caso de substantivos comuns de dois gêneros (ex. a presidenta); emprego de formas femininas e masculinas, sobretudo em vocativos, em vez do uso genérico do masculino (ex. alunas e alunos); inclusão de novas marcas no final de nomes e adjetivos, como x e @ (ex. amigx, amig@), ou ampliação da função de marcas já existentes, como -e (ex. amigue); alteração na base de pronomes e artigos (ex. ile, le). Desses empregos, além do feminino marcado e do contraste entre formas femininas e masculinas, que já têm uso significativo na língua, proponho que, no domínio da palavra, -e encontra condições menos limitadas para expansão no sistema no subconjunto de substantivos e adjetivos sexuados.

    Referências

    BONAZZI, M. Protagoras. In: ZALTA, E. N. (ed.) The Stanford Encyclopedia of Philosophy, Fall 2020 Edition. Disponível em:

    https://plato.stanford.edu/archives/fall2020/entries/protagoras/. Acessado em 2/11/2020.

    CAMARA JR., J. M. Estrutura da língua portuguesa. Petrópolis, RJ: Vozes, 1970. 114p.

    CARVALHO, D.; SILVA, I. J. Êla é muito cobiçado: um pronome neutro que não o é. Colóquio do Museu Pedagógico, v. 13, n.1, 2019, p. 1074-1078.

    CORBETT, G. Gender. Cambridge: Cambridge University Press, 1991. 363p.

    CORBIN, D. Morphologie dérivationnelle et structuration du lexique. Tübingen: Max Niemeyer Verlag, 1987. 940p.

    FREITAG, R. M. K..; SEVERO, C. G. (org.) Mulheres, linguagem e poder: estudos de gênero na sociolinguística brasileira. São Paulo: Blucher, 2015. 304p.

    GONÇALVES, C. A.; SILVA, J. C. T. Sobre o estatuto de -nte: evidência de um continuum flexão-derivação para a mudança morfológica do latim ao português. Labor Histórico, Rio de Janeiro, v. 6, n.1, p. 57-83, 2020. DOI: https://doi.org/10.24206/lh.v6i1.30736

    GUY, G. Variation and Change. In: MAGUIRE, W.; MCMAHON, A. (Ed). Analyzing variation in English. Cambridge: Cambridge University Press, 2011. p. 178-198.

    HOCKETT, C. F. A course in modern linguistics. New York: Macmillan, 1958. 621p.

    HYMAN, L. M. Phonology: theory and analysis. New York: Holt, Rinehart & Winston, 1975. 268p.

    LABOV, W. The social stratification of English in New York City. Washington, D. C.: Center for Applied Linguistics, 1966. p. 655.

    SAUSSURE, F. Curso de Linguística Geral. São Paulo: Cultrix, [1916](1988). 279p.

    SCHWINDT, L. C. Zeros na morfologia nominal portuguesa à luz da Optimal Interleaving Theory. ReVEL, v. 9, n. 5, 2011. Disponível em:

    http://www.revel.inf.br/files/artigos/revel_esp_5_zeros_na_morfologia.pdf

    SCHWINDT, L.C. Exponência de gênero e classe temática em português. DELTA, São Paulo, v. 2, n. 34, p. 745-768, 2018. DOI http://dx.doi.org/10.1590/0102-44509154975775546

    SCHWINDT, L. C. Predizibilidade da marcação de gênero em substantivos no português brasileiro. In: CARVALHO, D.; BRITO, D. (Org.). Gênero e língua(gem): formas e usos. 1ed. Salvador: Editora da UFBA, 2020. p. 279-294. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/339339566_Genero_e_linguagem_formas_e_usos

    THOMASON, S. Language Contact and Deliberate Change. Journal of Language Contact, v. 1, n. 1, p.41-62, 2007. DOI https://doi.org/10.1163/000000007792548387

    TRUBETZKOY, N. S. Principles of Phonology. Traduzido do alemão por Christiane A. M. Baltaxe. Berkeley and Los Angeles: University of California Press, [1939]1969. p.344

    VILLALVA, A. Morfologia do português. Lisboa: Universidade Aberta, 2008. p.170.