La lectura académica como práctica discursiva para la enseñanza de la metodología científica

Maria das Dores Nogueira Mendes,
José Wesley Vieira Matos

Abstract

Partiendo de la observación del discurso sobre la lectura académica y percibiendo algunos huecos relacionados con la naturalización y elitización de este proceso de alfabetización, con el enfoque grafocéntrico y como también con las prácticas de enseñanza de carácter inmediatista centradas en la producción, proponemos, en este estudio, reflexionar sobre la lectura como práctica discursiva y las implicaciones pedagógicas de esta en la enseñanza de la metodología científica en el contexto universitario. Apoyados en las discusiones desarrolladas por Orlandi (2007; 2008), Possenti (1992; 2009a) y, principalmente, Maingueneau (1997; 2004; 2008; 2015), presentamos los conceptos que pueden sustentar una perspectiva discursiva que abarque ese fenómeno, como el campo discursivo, el posicionamiento, las inversiones discursivas, las formas de textualidad y la competencia (inter)discursiva. Esta contribución no parece alejada de una sistematicidad didáctica, por lo tanto, también enfatizamos el papel basilar de la lectura para las prácticas de investigación exploratoria y, en general, para otras prácticas nucleares en el campo. En el centro de las discusiones, el tipo de comunidad cerrada, las características generales de las prácticas genéricas, los roles de los participantes legítimos en relación con la especificidad de las escenas genéricas científicas y la coincidencia de los sujetos productores y consumidores refuerzan que, en la ciencia, los actos de lectura están aliados a los de la producción. Así, esperamos contribuir con las discusiones sobre una enseñanza de metodología científica más reflexiva que no subsienta la lectura como dada, ni la relegue a un lugar inferior, sino que busque entenderla, en la medida en que nos centremos en las competencias genéricas y (inter)discursivas, como una práctica escindida y constitutiva del trabajo de investigación

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