Resumo

Este artigo apresenta uma breve análise diacrônica da variação –ões/-oens dentro de alguns termos militares presentes em dois manuscritos de língua portuguesa dos séculos XVIII e XIX. Para o desenvolvimento do intuito apresentado, são apresentadas aclarações sobre a importância da crítica textual na preparação dos corpora de onde foram extraídos os dados analisados.  

Considerações Iniciais

Mattos e Silva (2008) afirma que não se pode desprezar a relação íntima que os estudos linguísticos de perspectiva diacrônica em caráter estrito possuem com a Filologia, pois se sabe que não se pode fazer linguística histórica sem documentação remanescente do passado e o responsável pelo seu entendimento e pela sua preparação é o filólogo. Segundo Picchio (1979: 234), “Filólogo é quem, utilizando todos os instrumentos dos quais pode dispor, estudando todos os documentos, se esforça por penetrar no epistema que decidiu estudar, procurar a voz dos textos e de um passado que já não considera sufocado pelos estados sobrepostos.” Ainda sobre essa questão, Janotti (2005: 21) esclarece que a importância do conhecimento do texto, de modo a “conhecer o contexto da produção; descobrir o seu sentido próprio; localizar seus modos de transmissão, sua destinação e suas sucessivas interpretações”, é ponto importante para o entendimento de problemas e procedimentos pertinentes à compreensão das fontes. Essa afirmativa da autora corrobora com a necessidade de intervenção do trabalho filológico na preparação das fontes documentais para estudos científicos.

Este artigo apresenta a importância da preparação de fontes manuscritas para a geração de dados que subsidiam a pesquisas na seara da linguística histórica. Assim, nosso objetivo é abordar os cuidados essenciais que se deve ter com a edição de corpora manuscritos de tempos pretéritos a serem utilizados para análises linguísticas de caráter diacrônico. Partimos do papel fundamental da crítica textual para chegarmos à análise do fenômeno de variação das formas de plural em –ões/-oens em termos militares (MARENGO; CAMBRAIA, 2016) extraídos de dois manuais de tática de infantaria- um setecentista e outro oitocentista.

1. Os corpora

Os corpora selecionados pertencem ao acervo documental da Seção de Manuscritos da Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (FBN-RJ).

1.1 Instrucções militares que contém os princípios geraes de tactica

Encontra-se sob a cota I-14,01,039 na Seção de Manuscritos da FBN- RJ, em forma de livro. A autoria do documento é atribuída a Antônio José Batista de Sá Pereira Carneiro e data de 1769. O documento é português, sem especificações de áreas ou cidades. Está constituído de 91 fólios de papel de média gramatura. Não há numeração de página em nenhum fólio. A capa da encadernação é feita em cartão e mede 165 x 215 mm. O lombo, que tem aproximadamente 32 mm, é arredondado e possui o nome do autor escrito em letras douradas, abreviando os sobrenomes, com exceção do último. Já a dimensão dos fólios é de 155 x 205 mm. Todas as margens são marcadas a lápis de cor avermelhada em todos os fólios escritos, seja em recto ou verso. A mancha de texto tem dimensão variável entre 145 e 140 x 195 e 190 mm, nas quais conseguem dispor, em média, de um total de 19 a 25 linhas em coluna única. O documento está em bom estado de conservação.

1.2 Elementos de tactica para a infantaria

Essa segunda fonte documental encontra-se sob a cota I-13,04,026 na Seção de Manuscritos da FBN-RJ, em forma de livro. A autoria do documento é atribuída ao Conde de Oeynhausen e não apresenta data em seus dados catalográficos.

No entanto, em investigações sobre os percursos do documento, verificamos que há uma data para a sua publicação (ALMEIDA, 1963; MARENGO, 2016; VICENTE, 2000). Seu ano de publicação foi 1829 e seu autor é o terceiro Conde D’Oyenhausen, João Carlos Augusto de Oyenhausen-Gravenburg, filho do primeiro Conde dessa linhagem.

O texto das instruções foi escrito em Portugal, em língua portuguesa, sem maiores especificações de áreas ou cidades. Este material está constituído de 88 fólios de papel de média gramatura. As páginas estão numeradas com algarismos arábicos na margem superior direita.

A capa da encadernação é feita em cartão e mede 367 x 231 mm. O lombo, que tem aproximadamente 380 mm, é reto e não possui nada escrito. Já a dimensão dos fólios é de 360 x 225 mm. Todas as margens são marcadas a lápis de cor avermelhada em todos os fólios escritos, seja em recto ou em verso. A mancha ou caixa de texto tem dimensão variável entre 280 e 285 x 175 e 180 mm, nas quais conseguem dispor, em média, de um total de 22 a 25 linhas em coluna única. O documento está em bom estado de conservação.

2. A escolha do tipo de edição

Os estudos de Linguística Histórica, História da Língua e Historiografia têm em seu cerne o mesmo objeto de estudo: os textos escritos da documentação remanescente. Assim, uma má formulação ou alterações significativas dos textos originais podem ocasionar problemas em pesquisas destas áreas. Então,

Sob o ponto de vista qualitativo, a autenticidade é uma exigência decisiva: se se pretende utilizar os materiais para o estudo de história da língua, as edições devem satisfazer as necessidades de uma linguística histórica empírica e, por esse motivo, devem reflectir fielmente as características linguísticas dos manuscritos, uma vez que nelas se reflectem as marcas de variação da língua da época. As edições elaboradas com outro tipo de motivações e destinadas a outro tipo de público levaram frequentemente os editores a regularizar e a “corrigir” os textos que transcrevem, ferindo a autenticidade e inviabilizando a reconstrução de fenômenos de mudança linguística nos diferentes níveis de análise (MAIA, 2012: 539).

Desse modo, a Crítica Textual apresenta-se como disciplina de suma importância para o estudo do texto nas abordagens já referidas. Realizar edições de textos, principalmente, dos pertencentes aos períodos antigos das línguas é uma necessidade de que se ressentem os historiadores da língua e os linguistas. Nas palavras de Mattos e Silva (2006: 13) “[...] para quem hoje usa e tem a oportunidade de refletir sobre a língua que usa, alguma informação histórica passada é um instrumento útil para abrir caminhos para o conhecimento de sua língua.” Dessa forma, observa-se a premência da atuação da Crítica Textual nesse contexto científico.

A Crítica Textual tem como objetivo principal, segundo Cambraia (2005), a restituição da forma genuína dos textos. Um texto ao ser reproduzido, por muitas vezes, não condiz com o original. Isto quer dizer que a cópia, geralmente, contém traços que podem ter sido proporcionados de acordo com a visão de quem a efetuou. Isso pode ocorrer, por exemplo, para tornar a mensagem mais clara ou para a correção de um suposto erro.

Ainda de acordo com Cambraia (2005: 91), os tipos de edição podem, também, ser baseados na forma de estabelecimento do texto e são distribuídas em edições monotestemunhais (baseadas em apenas um testemunho de um texto), e as politestemunhais (baseadas no confronto de dois ou mais testemunhos de um mesmo texto). Nesse espaço, estamos trabalhando com edições do primeiro tipo.

A intenção das edições realizadas sob os preceitos da Crítica Textual é a de tornar o texto acessível ao público leitor. Além disso, faz-se mister ressaltar que a acessibilidade deve levar em conta a especificidade do público a quem vai destinada a edição e dos propósitos de realização da mesma. Ainda que a facilitação da leitura seja uma das metas a serem alcançadas, não se pode desprezar a sistematicidade da metodologia para sua concretização.

No que se refere à metodologia, deve-se ressaltar que não se pode nem se deve utilizar qualquer edição de texto do passado para a análise histórico-diacrônica: a edição tem de ser feita com rigor filológico e com o objetivo claro de servir a estudos lingüísticos; há edições úteis ao historiador ou ao estudioso da literatura ou ao chamado grande público, mas que, contudo, não devem ser usadas para estudos de história lingüística (MATTOS E SILVA, 2008: 15).

Assim sendo, o tipo de edição a ser utilizada para estudos linguísticos deve atender, primeiramente, ao linguista e seus anseios. Desse modo, as edições que realizamos já vislumbraram os objetivos que pretendíamos alcançar, por isso cuidamos para que não se perdessem dados e informações relevantes no momento de edição. Esse cuidado é importante, pois,

A viabilização dos estudos diacrônicos depende, sem dúvida, da realização de edições rigorosas e fidedignas, que ofereçam o máximo possível de informações sobre o texto, reproduzindo, na medida do possível, todas as características do original e efetuado apenas aquelas intervenções que se fizessem necessárias para a inteligibilidade do texto (como, por exemplo, o desdobramento de abreviaturas) (CAMBRAIA, 1999: 14).

A partir das palavras do autor, percebe-se que as edições devem ser rigorosas e buscar a fidedignidade da reprodução do maior número de informações que possam ser extraídas no texto e do texto. Como o objetivo para a nossa edição já estava bem delimitado e sabemos que o nosso principal público-alvo seriam linguistas, partilhamos da opinião de Cambraia (1999) ao estabelecer a edição semidiplomática como a mais adequada.

Como nosso objetivo foi trabalhar com as unidades lexicais (termos) dessas fontes remanescentes, muitas opções surgiram no momento de editá-las. Assim sendo, todos os direcionamentos assumidos e configurados como normas para as edições não desprezaram ou minimizaram, em hipótese alguma, as questões que envolvem o fenômeno da variação. Inclusive, dentro da proposta de estudo da variação de caráter socioterminológico, Faulstich (1997, 1998) prevê que os registros de variantes dos termos são importantes para o entendimento dos contextos históricos, sociais, situacionais, espaciais e linguísticos.

Corroborando com os nossos cuidados a respeito do tratamento dos corpora e alinhado com as proposições por nós apresentadas e embasadas por vários cientistas da linguagem, Schaetzen (1996: 57) afirma que o corpus é também o único lugar que evidencia as observações precisas sobre a evolução diacrônica dos vocábulos de especialidade (termos), a análise do conteúdo socioterminológico e, ao mesmo tempo, funciona como um banco de dados para as indústrias da língua.

3. As normas estabelecidas para a nossa edição

Para realização da referida edição empregamos algumas normas sugeridas por Cambraia (2005: 129-130): (a) Os caracteres alfabéticos foram transcritos como caracteres romanos redondos, reproduzindo- se as diferenças de módulo; (b) Os sinais abreviativos foram todos desenvolvidos com base nas formas por extenso, transcrevendo em itálico os caracteres acrescentados em substituição ao sinal abreviativo;

(c) Os diacríticos foram transcritos uniformizando os sinais segundo sua forma atual (mas mantendo seu uso tal qual no modelo); (d) Os sinais de pontuação, a separação vocabular (intra- e interlinear) e a paragrafação foram reproduzidas fielmente; (e) A mudança de fólio e face foi informada na margem cabeça, em itálico e entre colchetes simples. Para as fontes originalmente numeradas apresentamos o algarismo correspondente à numeração da página imediatamente depois das indicações de mudança de fólio e face, fora dos colchetes simples; (f) A numeração de linha foi inserida na margem externa à esquerda, de 05 em 05, de forma contínua em todo o texto; e (i) Outras particularidades aparentes nos textos foram informadas em nota.

4. Amostras de edição

Figure 1.

FIGURA 1: fac-símile do fólio 9v –FBN (I-14,01,039) -século XVIII

[fól. 9 v]

5º.

Cada fracção occupará de huma aoutra hum terre- no igual á sua frente, comprehendido o intervallo,

115 que deve conservar em linha, econtado da sua vanguarda á da fracção immediata: por consequen cia, toda atropa em colunna de marcha deve occu- par hum terreno igual ao que deve occupar em linha menor afrente da ultima fracção: Ou hum terre-

120 no igual ao que deve occupar em linha comprehendi- do hum espaço supposto sobre avanguarda da pri- meira fracção, igual á sua frente.

6º.

Nas colunnas de marcha, devendose meter em

125 linha sobre avanguarda dellas, quanto menor dis- tancia levarem entre si as fracçoens, mais se abre- viará a manobra.

7º.

As colunnas de attaque devem seunir de forma, que

130 os soldados possão somente andar á direita, e á esquer- da sem se embaraçarem.

8º.

Huma tropa em colunna com distancias iguaes á frente das fracçoens, pode meterse em linha so-

135 bre avanguarda da colunna por diagonaes, sem augmentar as distancias.

Figure 2.

FIGURA 2: fac-símile do fólio 13r –FBN (I-13,04,026)- século XIX

[fól. 13r] 13

Quando hum destacamento, ou qualquer corpo pequeno, tem que tomar huma posição obliqua; Em lugar de marcar o alinhamento, com hum Pelo tão inteiro; o marca com duas, ou tres filas, e o resto

270 da Frente, entra por filas, no novo alinhamento com hum movimento progressivo.

Deste methodo não pode usar huma frente grande; porque ficaria sujeita a muita confusão.

Secção 3.

275 Evoluçoens da marcha.

Sendo impossivel, que hum Batalhão marche,

por muito tempo, em frente de Batalha, sem encon trar obstaculos, que perturbem a conservação desta or

dem; segue-se, que offerecendo-se estes obstaculos, he pre

280 ciso mudar de formatura, para marchar com menor fren te. A este movimento se chama, meter em colu

mna. A qual se forma por tres modos, a saber, 1º. Pela direita.

2º. Pela esquerda.

285 3º. Pelo centro

5. Procedimentos metodológicos de análise

Para a realização da análise proposta, tomou-se como base a recolha específica dos termos militares identificados nos corpora (MARENGO, 2016; MARENGO; CAMBRAIA, 2016). Tal feito assentou-se nos pressupostos teórico-metodológicos da Terminologia (BARROS, 2004; KRIEGER; FINATTO, 2004). Após a identificação dos termos, em alinhamento com os princípios da socioterminologia variacionista em perspectiva diacrônica (MARENGO, 2016; FAULSTICH, 1998, 2002), usou-se o programa computacional Wordsmith Tools 6.0 para a obtenção de suas frequências de ocorrência (BYBEE, 2002) nas formas de plural.

Em seguida, foram descritas as ocorrências em cada um dos séculos e, posteriormente, foram postas em contraste as descrições geradas em cada documento para fins de análise.

6. Análise dos dados

Tomando a proposição do construto de Faulstich (2002), centramos nossa análise nas variantes concorrentes com foco nas variantes terminológicas linguísticas gráficas. Apesar de estarmos tratando dos sufixos –ões/-oens, não consideramos esse tipo de variação como morfológica (FAULSTICH, 2002) por tratar-se da mesma representação oral com representações gráficas diferentes. Fato esse bastante comum na língua escrita das épocas estudadas (GONÇALVES, 2003; COUTINHO, 1976). Os termos sobre os quais nos debruçaremos, identificados em ambos os documentos, são: Batalhão, Divisão, Evolução e Pelotão.

Os pares com os quais estamos operando distinguem-se em relação à presença do til marcando a ausência da consoante nasal em sua flexão de número (-ões x –oens). Percebemos que o til aparece em contextos em que a consoante não se faz presente. Esse fato é também ratificado por Teyssier (2007: 29) ao afirmar que “o til (~), sinal de abreviação, serve frequentemente para indicar a nasalidade das vogais, que pode vir também representada por uma consoante nasal [...]”. Portanto, as duas formas concorrentes que iremos analisar derivam da representação gráfica de viés fonético, resíduos ainda da estabilização de formas escritas da língua portuguesa do período do renascimento que seguiu até o século XVIII (VERNEY, 1746), onde dividiu espaço com a escola que defendia a grafia com base na etimologia das palavras (FEIJÓ, 1734).

A distribuição dos termos militares apresentados em suas variações de número está representada no gráfico 1.

Figure 3.

GRÁFICO 1: Variação de plural –ões / -oens no corpus do século XVIII

Verificamos, a partir dos dados expostos no gráfico, que há primazia das formas em –oens em todos os termos. Fato esse que está de acordo com os padrões ortográficos do uso da língua portuguesa peninsular do século XVIII (BACELLAR, 1783; VERNEY, 1746). Há poucas incidências de ões, no entanto elas existem para todos os termos selecionados. A proporção que se estabelece entre as formas coocorrentes nos levam a tomar, devidamente ratificados pelos manuais de ortografia da época (FREIRE, 1863), a grafia de –oens como o modelo padrão para a época, ainda que a outra também seja possível e aceitável (GONÇALVES, 2003).

Em relação ao corpus do século XIX, representamos as variantes encontradas no gráfico 2.

Figure 4.

GRÁFICO 2: Variação de plural –ões / -oens no corpus do século XIX

A flexão de número das unidades terminológicas apresenta maior frequência de ocorrência de –oens frente a ões, assim como verificado no corpus do século anterior. Porém, é indiscutível o aumento quantitativo da forma grafada em ões. Isso nos revela que, no espaço temporal de escrita entre uma obra e outra, a frequência de formas dos pares coocorrentes estudados aumentou em aproximadamente 49%. Podemos visualizar melhor esse fenômeno no gráfico 3.

Figure 5.

GRÁFICO 3- Variação de plural –ões / -oens em diacronia nos corpora

O gráfico 3 nos revela que, no século XVIII, a proporção da forma ões em relação a –oens é de aproximadamente 5,5%. Já no século seguinte essa correlação aumenta para 54,7%. Notamos que o número de ocorrências total da forma –oens, de um século a outro, praticamente se manteve. Desse modo, o aumento da forma ões apresenta, historicamente, relevância expressiva nas formas de representação gráfica das unidades terminológicas terminadas em ão. Essa alternância de formas ainda se alinha com a manifestação do fenômeno na época. Mesmo assim, os dados gerados nos permitem indicar um possível fenômeno de mudança em curso (LABOV, 1972) nos séculos XVIII e XIX. O encaixamento e estabilização desse fenômeno ocorrerão na primeira metade do século seguinte, uma vez que a normatização ortográfica de usos do plural em língua portuguesa só irá estabelecer-se no início do século XX (KEMMLER, 2001).

Considerações finais

Concluindo nosso trabalho, vimos que trabalhos apoiados em fontes manuscritas de séculos dependem de uma boa edição para que se alcance, de modo menos equivocado, conclusões sobre os fenômenos linguísticos em diacronia (TELLES, 2000). Como nos diz Labov (1972), é fazer bom uso de maus dados. Apesar de nosso enfoque ter sido muito mais quantitativo, não podemos desprezar o fato de que o entendimento das variações e das mudanças linguísticas também está intimamente imbricado ao conhecimento do meio sociocultural no qual circularam os corpora de onde geramos os dados. Como nos aponta Kacprzak (2011), as análises diacrônicas se assentam como importantes fontes de conhecimento sobre a maneira de como as gerações anteriores projetavam o mundo e, portanto, sobre a cultura partilhada em épocas passadas.

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Recebido em 10/10/2016 e aceito em 06/12/2016