A história de pidgins e crioulos contra o excepcionalismo
Resumo
A conferência de Salikoko S. Mufwene tem como tema o surgimento de línguas pidgin e a relação destas com línguas crioulas. O conferencista introduz a abordagem tradicional (em especial a que analisa pidgins como formas ancestrais ou iniciais de línguas crioulas) para criticá-las. Por meio de uma argumentação de base historiográfica, Mufwene expõe a abordagem uniformitária, para a qual pidgins e línguas crioulas não têm peculiaridades estruturais que justifiquem sua especificidade em comparação a outras línguas surgidas em contextos de contato. Além disso, a discrepância cronológica e geográfica que existe no uso dos dois termos é colocada como evidência da ausência de relação genética entre essas línguas. Ao retraçar o surgimento da classificação de pidgins e crioulos, Mufwene associa o exclusivismo atribuído pelos conceitos à ideologia colonialista vigente na Europa durante o século XIX.
Referências
ABOH, E. O. The emergence of hybrid grammars: language contact and change. Cambridge: Cambridge University Press, 2015.
DEGRAFF, M. Against Creole exceptionalism. Language, Cambridge, vol.79, n. 2, p. 391-410, 2003. DOI: 10.1353/lan.2003.0114
DEGRAFF, M. Linguists’ most dangerous myth: The fallacy of Creole Exceptionalism. Language in society 34, p. 533-591, 2005. DOI: 10.10170S0047404505050207
HOW pidgins emerged? Not as we have been told. Conferência apresentada por Salikoko S. Mufwene [s.l., s.n.], 2020. 1 vídeo (1h 19min 11s). Publicado pelo canal da Associação Brasileira de Linguística. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=9nsTHFxq-9w. Acesso em: 07 mai 2020.
MUFWENE, S. S. The ecology of language evolution. New York: Cambridge University Press, 2001.