Resumo

Buscando decifrar o processo de compreensão e produção da linguagem, Fedorenko apresenta pesquisas com dados comportamentais, computacionais e de imageria cerebral das última década. Primeiramente, Fedorenko propõe que as regiões que suportam a linguagem são seletivas apenas a ela. Em seguida, argumenta que as regiões de processamento sintático são as mesmas que processam informações semânticas. Finalmente, Fedorenko sugere que o operador dominante para a região da linguagem é a composição semântica e não a sintática, como indicava a literatura vigente: se um input com problemas sintáticos fornece evidências suficientes para a composição semântica, a resposta máxima da rede linguística é alcançada. Assim, propriedades sintáticas poderiam ser restringidas por pressão comunicativa. Ela conclui que, tais resultados interpretados em conjunto, apontam para uma forte integração entre o léxico e a sintaxe, aproximando-se de modelos teóricos como as gramáticas baseadas no uso e a de construções.