Resumo

O peso da sílaba fechada por consoante ou glide é o tema deste estudo que parte do pressuposto de a sílaba final atrair o acento em virtude de sua estrutura mórica. Dados discutidos à luz da teoria das moras com acentuada presença do principio de sonoridade sequencial conduzem á generalização dos resultados da análise de certos pontos básicos, permitindo, por outro lado, justificar exceções. O peso variável da sílaba CVC é o principal foco. 

Introdução

Este artigo detém-se na sílaba CVC pesada ou leve, terminada em ditongo e consoante líquida, analisada na perspectiva da teoria das moras. Embora o termo mora, uma unidade de peso, figure na literatura desde tempos antigos como se pode constatar na gramática do sânscrito e em Trubetzkoy (1967, p. 204), somente em tempos mais recentes é retomada e discutida sob novas perspectivas, Hayes (1985), Hyman (1985), Kiparsky (2003), Wetzels (2007), entre outros.

Admite-se que a sílaba se organiza sob o domínio da sonoridade gradual dos segmentos que a compõem e que o peso é uma propriedade da sílaba, pois têm peso somente segmentos que se situam em posição pós-pico (Hayes, 1889, 1995). Considerando-se que toda vogal tem mora, uma sílaba do tipo CV com uma mora só, como ou cru, é uma sílaba leve, enquanto uma sílaba do tipo CVC com duas moras, mar e mel, é pesada. Há tentativas de generalização sobre o peso da sílaba, citemos duas: Trubetzkoy (1967) afirma que somente línguas que possuem vogais longas (V:) tem sílabas pesadas. Gordon (2004), na mesma perspectiva, relaciona CVV a CVC, chamando atenção para o peso relativo das sílabas ao estabelecer a seguinte escala: CVV, a sílaba pesada, por excelência, seguindo-se por ordem decrescente CVC [+soante], CVC [-soante] e finalmente CV, a sílaba leve.

O ponto intrigante é que o português, como outras línguas, possui sílaba CVC pesada e CVC leve, mas não possui vogais longas. Diante disso, o tema deste artigo é a sílaba CVC com seus dois valores de peso. O artigo organiza-se em dois blocos, o primeiro, a sílaba CVC com glide e, o segundo, a sílaba CVC com líquida.

1. A sílaba CVC com glide

Para discutir o glide, precisamos primeiramente defini-lo como segmento que faz parte de um sistema fonológico como fonema ou como alofone.Para Jacobs, Chomsky and Halle (1952), o glide é definido como [-cons, -voc], a vogal como [-cons, +voc] e a consoante [+cons, -voc], distinguindo-se assim, as três grandes classes de traços. O fato a ser observado é que o glide sempre ocupa a posição de C na sílaba, seja na estrutura subjacente uma vogal ou uma consoante (ver Hyman, 1885).

Esse estudo tem por pressuposto que o glide corresponde a uma vogal alta na subjacência, em concordância com Clements (1999), a qual se converte em glide na silabificação. O argumento básico é que não existem, independentemente do acento, pares mínimos do tipo i.a.ra~já.ra, i.o.do~jo.do. Existem, apenas, alguns pares análogos que, em decorrência do acento, contrastam, como saúna/sawna.

Guiando-nos pela teoria autossegmental, três níveis minimamente devem ser considerados: o nível mais subjacente, o ponto inicial, o nível melódico, o dos traços, e o nível de superfície, o da forma externa. É no nível melódico que se processa por silabificação a mudança da vogal alta para glide, precisamente quando a vogal passa a ocupar posições de consoante.

Figure 1.

Em (1a), o glide poderia ignorar o onset e juntar-se ao pico como em (1b), permitindo a emergência do par variável i.a.ra~já.ra com sílabas leves, assim como em (1b) pi.a.da~pja.da. Segundo Harris (1995), o glide que compartilha a mora do pico não tem peso. Todavia em (1c), o glide insere-se em posição do pós-pico disponível, que tem peso e, sem dar possibilidade à emergência do hiato, forma um ditongo decrescente com uma sílaba pesada1.

Harris e Kaisse (1990) afirmam, com dados do espanhol, que os glides [j] e [w] são derivados das vogas /i/ e /u/, e que o glide só vai para o onset na ausência de elementos para esta posição. Com abundantes exemplos do espanhol da Argentina do tipo crê[jô] e cre[7ó], em que o glide é substituído por uma obstruinte palatal, argumentam em favor dessa ideia. Exemplos dessa ordem não são comuns em português, mas vale mencionar o caso de formas semelhantes dos verbos vir e ver, segunda e terceira conjugação respectivamente. Como vemos em (2) e (3), entre vogais, emerge nesses verbos tanto o glide como a consoante palatal:

(2)

a. Ele veio ontem. (pretérito perfeito do verbo vir)

b. Eu vejo uma borboleta. (presente do verbo ver)

c. Eu venho logo. (presente do verbo vir)

Figure 2.

Independentemente da flexão, entre vogais, o glide (2a) emerge para evitar o hiato, revestindo-se de consoante palatal no verbo ver, em (2b) e (2c); por outro lado, no mesmo ambiente, primeira pessoa do presente, os dois verbos distinguem-se em V-V pela nasalidade da consoante palatal, um traço peculiar ao verbo vir, em concordância com sua origem. Por conseguinte, a relação entre glide e vogal, é mais uma vez comprovada.

Algumas observações ainda merecem atenção. Retomemos a escala de sonoridade em (4). Espera-se que, em dado sistema com obstruinte e glide no onset, ocorra nesta posição também nasal e líquida, pois pulos em escala implicacional não são previstos.

(4) Escala do Onset

*ONS/GLIDE>>*ONS/LIQUIDA>>*ONS/NASAL>>>

*ONS/OBSTRUINTE (em SMITH, 2002)

Smith (2002, p.3-8) discutiu esse problema em línguas que proíbem róticos ou líquidas no onset, mas aceitam glides. Todavia o português apresenta róticos e líquidas nessa posição, embora dentro dessas classes haja exceções como o tepe e as palatais /5, k/, figurando as últimas em empréstimos lexicalizados. Pode-se dizer que o sentido implicacional da escala é de modo geral satisfeito, a despeito da exceção referida. O tepe é facilmente explicável com o entendimento de que a vibrante é uma geminada formada de dois tepes, de acordo com Bonet e Mascaró (1996) e Monaretto (1997), considerando que o tepe isolado tem restrições posicionais. Por outro lado, o que ocorre com as palatais e os empréstimos nhoque e lhama é somente um caso de ampliação de espaço. Ademais o sistema gramatical do português tem um item na classe dos pronomes pessoais, “lhe”, com palatal inicial e de uso frequente. Por conseguinte, ainda que os casos referidos não fizessem parte do sistema original, o português contemporâneo está com eles familiarizado.

Justificados o glide no onset e os aparentes lapsos na escala de sonoridade, passemos ao ditongo decrescente.

1.1 Ditongo Decrescente

Diferentemente do ditongo crescente, o decrescente não tem o hiato como contraparte, formando-se o glide na primeira rodada da silabificação, pois identificada a vogal alta como pico, a outra se ajusta à posição mórica pós-pico, constituindo verdadeiro ditongo, isto é, sílaba pesada, uma demissílaba ótima.

Ditongos decrescentes variáveis não dizem respeito ao hiato, e são contextualizados. A variação ocorre: i) com os ditongos ei/ai, dentro da palavra, diante de tepe e fricativa palatal a exemplo de feira~fera, beijo~bejo, caixa~caxa; ii) com o ditongo ow que tende a tonar-se monotongo em nomes e verbos em qualquer posição: ouro > oro, remou > remô (ver nota2). Por ouro lado, as exceções decorrentes do acento são hiatos lexicalmente marcados.

(5) sawna (banho de vapor) *saúva (tipo de formiga)

sajbro (mistura de areia e pedra) saíra (nome de pássaro)

Note-se que, palavras do tipo exposto em (6) exibem hiato sem a possibilidade de variação com o ditongo, porque o padrão silábico do português permite somente /S/ na segunda posição da coda, ou seja, na rima VCC a exemplo da primeira sílaba de claustro e as demais que seguem. Por conseguinte o ditongo é bloqueado em (6a).

Os casos citados, em

Figure 3.

parte retomados de Bisol (1999, 2013), analisados neste texto na linha da teoria das moras com novas considerações permitem uma tentativa de generalização:

É de notar-se que, em final de palavra não derivada de ressonância oral, ditongos decrescentes atraem o acento, formando sílaba pesada, sem exceções, perau, mingau, bacalhau, sarau, herói, papai, dodói, p(i)neu, assim como em monossílabos, véu, céu, pau. Exceções existem tão somente em sílabas nasais que, por si sós, demandam um estudo particularizado que vai além dos objetivos deste texto.

Figure 4.

Por conseguinte, ditongos decrescentes em palavras não derivadas, em posição final, formam sempre uma sílaba com duas moras, ocupando a segunda posição nas escala de Gordon, sucedendo a CVV como sílaba aparentada e refletindo com sua consistência a excelência desse tipo de sílaba.

2. A sílaba CVC com líquida

A análise do caso das líquidas em CVC final exige que recorramos à questão sonoridade mais uma vez. No que diz respeito a ela, ocorre que as líquidas, como soantes, seguem as vogais como segmentos mais sonoros do que as demais consoantes, ficando fricativas e obstruintes mais abaixo na escala (CLEMENTS, 1990).

Verificamos, entretanto, que as líquidas podem comportar-se de diferentes maneiras quanto ao peso no português: a.nel/tú.nel, fu.nil/ú. til ou al.tar/a.çú.car. Apesar de apresentarem estrutura muito semelhante superficialmente, no primeiro caso as sílabas finais atraem acento enquanto no segundo não o fazem. Diante disso, apresentamos a análise com relação ao peso das sílabas fechadas por lateral e vibrante e respectivas exceções com possíveis justificativas.

2.1 A terminação /l/

Sílabas finais terminadas em /l/ como as que ocorrem em jor.nal, a.nel, fu.nil, an.zol e a.zul, são geralmente pesadas. Do banco de dados organizado por Aquino (2014)3, depreende-se que a lateral, em geral, forma sílaba pesada, pois das 1175 palavras não derivadas terminadas em /l/, em 1126 a sílaba final pesada atrai acento e em apenas 49 isso não ocorre. Em (8) a sua representação:

Figure 5.

Seja qual for a vogal precedente, a lateral tende a ter peso na silabificação. Dentre as terminações al, el, il, ol, ul, aquelas em que exceções são mais recorrentes são as terminações el e il, como mostra a tabela que segue.

Table 1.

TABELA 1: número de palavras não derivadas terminadas em /l/ e posição do acento

Terminação n. de palavras Acento final Acento pré-final (Paroxítono)
al 386 385 1
el 392 380 12
il 208 176 32
ol 116 114 2
ul 73 71 2

Como é possível observar no quadro, as terminações em /l/ formam sílabas pesadas a exemplo de coronel e anel. As exceções do tipo móvel, nível, amável, dizível, factível e outros adjetivos derivados direta ou indiretamente de verbos, que exibem a terminação el na forma de vel, apresentam- se em sílaba leve. Todavia isso não obscurece a generalização prevista quanto ao peso de soante, pois a exceção constitui um grupo unificado de adjetivos derivados de verbo. Por conseguinte a lateral em posição de coda tem mora, formando com a vogal precedente uma sílaba pesada. A exceção é facilmente depreendida como um conjunto uniforme e, consequentemente, justificada.

Passemos à lateral precedida de vogal alta em termos de funil/ funis e ágil/ágeis. Enquanto o primeiro é um nominal que entra na regra geral apresentada em (8), o segundo representa flexões verbais que delineiam a estrutura representada em (9) uma sílaba leve.

Figure 6.

Sendo assim, as exceções em –il constituem um aglomerado de formas verbais que figuram ao lado de adjetivos deverbais terminados em –vel, como amável/amáveis.

2.1 A terminação /r/

Semelhantemente ao que ocorre com CVC em que C final é ocupada por /l/, em CVC com C final preenchida por /r/, o geral é que o acento seja final, atraído, portanto, pela sílaba pesada. Exemplos são as palavras altar, lugar, colher, lazer, elixir, amor, pastor e abajur.

Figure 7.

Com a terminação /r/ a alternância é um pouco maior. Das 866 palavras terminadas em ar, er, ir, or, ur que compõem o banco, 769 tem sílaba final acentuada enquanto 97 tem a sílaba pré-final acentuada.

Table 2.

TABELA 2: número de palavras não derivadas terminadas em /r/ e (paroxítono) ar 303 281 22 er 126 58 68 ir 21 20 1 or 412 208 4 ur 4 2 2 posição do acento

Terminação n. de palavras Acento final Acento pré-final (paroxítono)
ar 303 281 22
er 126 58 68
ir 21 20 1
or 412 208 4
ur 4 2 2

São as terminações ar e er que apresentam maior número de casos excepcionais, com destaque para o grande número de ocorrências da terminação –er. Itens como almíscar, açúcar, tender, líder, suéter, caráter e cadáver são exemplos.

Figure 8.

Muitos itens que fazem parte deste grupo são de uso pouco frequente, a exemplo de vésper (1 a cada milhão), sóror (26 a cada milhão), súber e prócer (44 e 91 ocorrências a cada milhão, respectivamente) conforme estudo de frequência realizado por Aquino (2014). Outros, no entanto, como caráter, câncer e cadáver (110.495, 39.069, 3.838 em cada milhão) são de uso comum.

Entre as exceções salietam-se as terminadas –er, –ar que constituem empréstimos, majoritariamente do árabe e do inglês. Exemplos são nácar (árabe), almíscar (árabe), dólar (inglês), açúcar (árabe), líder (inglês), pôster (inglês), suéter (inglês), zíper (inglês), diesel (inglês) e túnel (inglês).

Conforme Itô e Mester (1999, 1995)4, o léxico fonológico de uma língua é sempre composto por um conjunto nuclear de palavras, como os termos da língua que seguem os padrões de construção esperados e respeitam o maior número de regras; e por um segundo grupo, este composto por palavras que possuem mais irregularidades. As irregularidades são de diferentes tipos, mas neste grupo estão os empréstimos, que apresentam diferentes níveis de adaptação às regras da língua que os recebe.

Observem-se os seguintes dizeres:

“enquanto a origem de um item lexical consiste em informação etimológica sem qualquer relevância para a gramática sincrônica, essas classificações frequentemente exercem um impacto sincrônico pois elas refletem, mais ou menos precisamente, uma divisão do grupo total de itens lexicais em subgrupos distintos cujos membros comportam-se diferentemente com respeito a diversos critérios dentro da gramática, incluindo a observação de restrições de estrutura morfêmica, combinação morfêmica e alternâncias morfofonêmicas” (ITÔ; MESTER, 1999, p. 1)5.

É possível verificar uma estratificação histórica nos empréstimos, de modo que os mais antigos tendiam a ser adaptados às regras do português por meio de algumas estratégias – nos termos advindos do inglês a epentetização é bastante comum, como, por exemplo, em clube (século XVIII)6 e futebol (século XIX) – e os mais recentes entram na língua sem sofrerem adaptações. Em palavras da língua inglesa relacionadas ao ramo da tecnologia, esse processo é bastante comum, como em touchscreen, mouse, etc (século XX). Assim, encontram-se no léxico do português cada vez mais itens que não se ajustam ao sistema.

Do centro em direção à periferia do léxico, são definidos então os estratos “vocabulário nativo”, “empréstimos estabelecidos”, “empréstimos assimilados” e “empréstimos não assimilados” (ITÔ; MESTER, 1999, 1995).

As palavras que constituem irregularidades com a terminação /r/, -ar e –er em especial, se encontram na periferia do léxico, o que se dá não por sua frequência, que por vezes é bastante relevante na língua portuguesa, mas pelo fato de não passarem por regras de assimilação e, portanto, conservarem padrões ditados por regras na língua de origem, neste caso, as regras de acentuação.

Reduzimos os estratos a três em nossa análise, considerando apenas os padrões acentuais do léxico, de acordo com os graus de adaptação:

Figure 9.

Figura 1: Estrutura de organização de centro e periferia com dados do acento em português

Fonte: AQUINO, 2014, p110.

(Lex0) representa as formas mais nativas, palavras formadas com base nas regras da língua, o estrato (Lex1)7 é composto por palavras que respeitam às regras da língua, mas também compreende termos que são indexados para dispararem regras específicas, e (Lex2) compreende termos emprestados que são apenas incorporados a um grupo gerado com as mesmas características (acento pré-final) por analogia, não obedecendo às regras gerais.

Terminação CVC em que C é uma nasal apresenta padrões semelhantes, com acento majoritariamente sendo atraído por sílaba final pesada. Exceções são encontradas na terminação eN e merecem um estudo mais detalhado, assim como a nasalidade no português de modo geral. Por outro lado, sílabas CVC em que C final é uma soante apresentam comportamento dúbio, com divisão de aproximadamente 50% para atração e não atração de acento. Tais dados serão também explorados com detalhamento em outra oportunidade para que se possa analisar a questão do peso com relação à sonoridade deste segmento mais baixo na escala. E assim, termina a discussão das exceções na área das líquidas.

Conclusão

Com base nos dados aqui apresentados e discutidos, verifica-se que em português, no caso de ressonância oral, ditongos decrescentes em palavras não derivadas formam sílabas pesadas, isto é, sílabas com duas moras, sem exceção. Assim dizemos, pois os três casos de exceção são palavras-empréstimo. Verifica-se, também, que é geral sílabas finais com soante líquida na coda comportarem-se como pesadas, atraindo, em virtude das moras, o acento principal. Casos excepcionais são conjuntos homogêneos facilmente justificáveis, embora sejam marcados no léxico.

Referências

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Recebido em 10/02/2015 e Aceito em 05/05/2015.