Resumo

Este artigo pretende contribuir com o debate sobre a natureza das representações mentais ao discutir aspectos da linguagem infantil tanto oral quanto escrita. Dois estudos de casos foram considerados. Miranda (2007) contribui com a discussão de aspectos relacionados com a aquisição da linguagem oral e Greco (2009) contribui com a discussão da aquisição da linguagem escrita. Os resultados analisados à luz da Fonologia de Uso (Bybee 2001, 2010) e da Teoria de Exemplares (Johnson, 1997, Pierrehumbert 2001) indicam que as representações mentais contêm detalhes fonéticos finos e que as mesmas podem ser alteradas ao longo do curso de vida de um indivíduo. Estes resultados indicam que as representações mentais devem ser gradientes, multi-representacionais e dinâmicas. Sugerimos, neste contexto, que a experiência e o uso são cruciais para a organização e o gerenciamento do conhecimento linguístico.