Resumo

Neste artigo, analisam-se na perspectiva da Historiografia da Linguística características do que foi percebido como ser linguista no Brasil em meio à pluralidade teórica da linguística do século XX. Em destaque a busca por tarefas da linguística, compreendidas de maneiras específicas a depender da inserção teórica do linguista que definia perspectivas para a atuação em ciência da linguagem. Para a elaboração de uma interpretação historiográfica, argumenta-se que uma das perspectivas privilegiadas a ser adotada em uma reconstrução histórica da ciência da linguagem é aquela que coloca como objeto de observação a retórica dos linguistas em busca de validação de suas práticas científicas.