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        <article-title>VARIAÇÃO EM CODA SILÁBICA NA FALA POPULAR FLUMINENSE</article-title>
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            <surname>BRANDÃO</surname>
            <given-names>Silvia Figueiredo </given-names>
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        <institution content-type="orgname">Universidade Federal do Rio de Janeiro</institution>
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      <pub-date date-type="pub" iso-8601-date="22/05/2017" />
      <volume>7</volume>
      <issue>1</issue>
      <issue-title>VARIAÇÃO EM CODA SILÁBICA NA FALA POPULAR FLUMINENSE</issue-title>
      <fpage>177</fpage>
      <lpage>189</lpage>
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      <abstract>
        <p id="_paragraph-1">
          <italic id="italic-3da0dc22f835df2445d05fd52fa2df7e">Descreve-se a variação de S, R e L em coda silábica com base em resultados de análises sobre a variedade popular de treze comunidades do Norte e do Noroeste do Estado do Rio de Janeiro, realizadas segundo os fundamentos da Sociolingüística Variacionista. Focaliza-se, em especial, a atuação das variáveis extralingüísticas, de modo a fornecer as normas de pronúncia dessas áreas.</italic>
        </p>
      </abstract>
      <abstract abstract-type="executive-summary">
        <title>Abstract</title>
        <p id="paragraph-89573bd7292b5cb34d04e12a40cf6b0a">
          <italic id="italic-1">This paper describes the S, R and L variation in syllable coda based on the results of some analyses of the substandard variety of thirteen communities of Rio de Janeiro State, according to the foundations of Variationist Sociolinguistics. The main focus is on the performance of extralinguistic variables, in order to provide the norms of pronunciation in those areas.</italic>
        </p>
      </abstract>
      <kwd-group>
        <kwd content-type="">
          <italic id="italic-bd2913b1ce76a6195fa7af51870a9ee5">Variação lingüística</italic>
        </kwd>
        <kwd content-type="">
          <italic id="italic-353eabb2fcd21c22cad03399f6071eb5">Coda silábica</italic>
        </kwd>
        <kwd content-type="">
          <italic id="italic-7da0c37250359e47a40d7bee873311b8">Variedade popular</italic>
        </kwd>
        <kwd content-type="">
          <italic id="italic-897c06f93ea27dda6b619ab1f0b24b47">Sociolingüística</italic>
        </kwd>
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    <sec id="heading-a574432ef4a71ee76ce46ae726d574c8">
      <title>Introdução</title>
      <p id="paragraph-68df22bb7ab43cc5309586e7306e4ae0">Embora, no âmbito do Português do Brasil, já haja um número bastante significativo de pesquisas sobre variação, ainda pouco se conhece sobre a fala da quase totalidade do Rio de Janeiro. Coexistem no Estado diferentes realidades sócio-econômico-culturais e, em conseqüência, diversificadas realidades lingüísticas. Na sua zona central litorânea, encontra-se a paradigmática cidade do Rio de Janeiro, ao mesmo tempo, irradiadora e aglutinadora de padrões de toda ordem, cuja fala vem sendo largamente focalizada, desde os últimos anos 70. Nas demais zonas, há comunidades litorâneas e interioranas de pequeno e médio portes, de perfil rural ou semiurbano, historicamente marginalizadas umas, em franco progresso outras, e só mais recentemente objeto de estudos lingüísticos sistemáticos.</p>
      <p id="paragraph-3">Do ponto de vista estritamente diatópico, por exemplo, no que se refere a características de pronúncia, a conjugação de índices categóricos de freqüência, diante de [i], das variantes africadas pós-alveolares de /t/ e /d/ (ABAURRE; PAGOTTO, 2002) e, em contexto pós-vocálico, o predomínio das variantes fricativas pós-alveolares de /S/ (CALLOU; MARQUES, 1975; CALLOU <italic id="italic-acb80cc0772e40a2c79243106bb26e0a">et al,</italic> 2002; SCHERRE; MACEDO, 1989), são traços que podem ser apontados como típicos da fala carioca, tanto culta quanto popular.</p>
      <p id="paragraph-5">Frente a esse quadro, é natural que se busque verificar, entre outros aspectos: (a) se marcas consideradas tipicamente cariocas se mantêm, no restante do Estado, com os mesmos índices de produtividade; (b) se os limites dessas marcas se circunscrevem à região metropolitana ou se espraiam por outras áreas; (c) quais as implicações (ou motivações) estruturais e extralingüísticas das variações observadas fora da capital.</p>
      <p id="paragraph-6">Este trabalho, de natureza descritiva, centra-se na comparação e reinterpretação de resultados obtidos nas análises de <italic id="italic-b0f81f30ddc3e2b1b9568fb829d2f232">R, S</italic> e <italic id="italic-3">L</italic> em coda silábica realizadas, na linha sociolingüística variacionista, por Brandão (1995), Rodrigues (2001) e Quandt (2004). Todas as análises basearam-se em amostras selecionadas de 78 inquéritos referentes a 13 comunidades das Regiões Norte e Noroeste do Estado e realizadas com informantes analfabetos ou escolarizados até a quarta série do Ensino Fundamental, distribuídos por três faixas etárias (A = 18-35 anos, B = 36-55 anos, C = 56 em diante). Enfatizam-se, em especial, os índices referentes às variáveis <italic id="italic-16e624138755c3b2bc10f34b71575ece">área geográfica</italic> e <italic id="italic-3d2344ba9cf7ca62ecebbfb55e5e6ed4">faixa etária</italic>, de modo não só a delinear normas de pronúncia na área em foco, mas também a esboçar algumas respostas para as referidas indagações, evidenciando os aspectos que ora distanciam, ora aproximam a fala dessas regiões da fala carioca.</p>
      <p id="paragraph-2">.</p>
      <sec id="heading-ba38ee040d329385f79fe041a1f5c30c">
        <title>1 A variável <italic id="italic-fb00170036fbe1a7d5e2b96bd2570320">S</italic></title>
        <p id="paragraph-cbbd6b45ad235fddcf75b5ccd8b4cfd8">Rodrigues (2001) focalizou o <italic id="italic-4">S</italic> em contexto medial e final de vocábulo, constatando que a variante alveolar constitui norma no conjunto das 13 comunidades distribuídas pelos Municípios de São Francisco do Itabapoana, São João da Barra, Itaocara, Cambuci, São Fidélis, Campos, Itaperuna e Macaé, perfazendo um total de 56% das ocorrências, enquanto a pós-alveolar restringe-se a 18% dos dados, e os 26% restantes distribuindo-se pela variante aspirada (3%) e pelo cancelamento. No contexto interno, observa-se maior tendência à palatalização (<italic id="italic-5">input</italic> da regra: .24) do que em final de vocábulo (<italic id="italic-6">input:</italic> .19<italic id="italic-7">)</italic>, apesar de, em ambos os casos, se terem mostrado mais relevantes para a aplicação da regra, o <italic id="italic-8">modo e </italic>o<italic id="italic-9"> ponto de articulação do segmento subseqüente</italic>, a<italic id="italic-10"> área geográfica </italic>e a <italic id="italic-11">faixa etária</italic>.</p>
        <p id="paragraph-10">É mais freqüente a palatalização se o <italic id="italic-12">S</italic> é seguido de consoante africada pós-alveolar ou de oclusiva dental, em ambos os contextos, e também de oclusiva velar ou lateral alveolar em contexto final de vocábulo.</p>
        <p id="paragraph-12">Verificando-se que a regra de palatalização não atingia a fala de todas as comunidades nas mesmas proporções, distribuíram-se, de acordo com dados do CIDE e do IBGE, as 13 comunidades em quatro conjuntos, segundo o índice percentual de população rural do distrito em que se inserem. Uma vez que o percentual máximo de população rural nessas áreas é de 60%, consideraram-se como mais rurais as que apresentavam mais de 40% de população rural e como menos rurais as que se encontravam abaixo desse índice (p. 70), levando-se, ainda, em conta, o fato de se situarem no litoral (zona de povoamento mais antigo) ou no interior (zona de povoamento mais recente).</p>
        <p id="paragraph-aff8c42208a80f6214165ca12a6b4dd3">A variável ficou assim organizada: (a) litorânea mais rural: Barra do Itabapoana, Guaxindiba, Gargaú, Atafona, Farol de São Tomé; (b) litorânea menos rural: São João da Barra e Macaé; (c) interiorana mais rural: Cambuci, Ponta Grossa dos Fidalgos e São Benedito; (d) interiorana menos rural: São Fidélis, Itaocara e Itaperuna. (p. 71). Nas comunidades com maior índice de urbanização, isto é, nas comunidades com traço [- rural], há maior tendência à palatalização do que nas comunidades com traço [+ rural], como se pode observar na Figura 1.</p>
        <fig id="figure-panel-e4ac3d922e2610691ef7f85aa4f2e455">
          <label>Figure 1</label>
          <caption>
            <title>FIGURA 1</title>
            <p id="paragraph-3b560a96b129c1472ced63bb7e88eb46">Gráfico relativo à variável área geográfica, com base em pesos relativos (RODRIGUES, 2001, p. 85).</p>
          </caption>
          <graphic id="graphic-882ade873856c00e9943bdfd4f550f07" mimetype="image" mime-subtype="png" xlink:href="image_2021-03-02_17-37-25.png" />
        </fig>
        <p id="paragraph-6f8c9f3263ce8710532a01c6ee2d2b24">Como ressalta a autora (p. 89), embora em todas as comunidades predomine a variante alveolar, nas comunidades menos rurais, tanto nas litorâneas quanto nas interioranas, os indivíduos, por terem maiores oportunidades de travarem contato com falantes oriundos de outras regiões, talvez estejam mais predispostos à adoção da variante pós-alveolar. Ressalta que, em Macaé, para onde se deslocou, por conta da exploração do petróleo, um significativo contingente populacional advindo de várias partes do país (sobretudo da cidade do Rio de Janeiro, onde a pós-alveolar constitui norma), o índice de palatalização é o mais expressivo.</p>
        <p id="paragraph-f3f2d1c6c9b9e75cac7a4237e7fcdc11">Quanto à difusão da palatalização pelas diferentes gerações de falantes, “são os mais jovens [faixa A: 18 a 35 anos] os implementadores da regra, que é menos produtiva à medida que aumenta a idade dos falantes” (p. 89; Cf. Figura 2).</p>
        <fig id="figure-panel-164d4d1cf90063cc3a6215d435068cd2">
          <label>Figure 2</label>
          <caption>
            <title>FIGURA 2</title>
            <p id="paragraph-31e60a87267ae030b5249c34cf6b98bf">Gráfico relativo à variável <italic id="italic-b17ea0e2f5530c6641fc8051aa82f58a">faixa etária</italic>, com base em pesos relativos (RODRIGUES, 2001, p. 89).</p>
          </caption>
          <graphic id="graphic-5dc75713695cabcf81985e7fe95f883e" mimetype="image" mime-subtype="png" xlink:href="image_2021-03-02_19-59-34.png" />
        </fig>
        <p id="paragraph-d2cc037fe2dc83c6e18acba8cca6a4cb">.</p>
      </sec>
      <sec id="heading-5bff8fed98cd45584a55bccd53795554">
        <title>2 A variável <italic id="italic-bc0c74b888087f1b3c93b07905a36a3d">R</italic></title>
        <p id="paragraph-7117c32cb0536a09d531c6acff1be911">O <italic id="italic-b14fae9e74fb022ebe67fdba5e2ed326">R</italic> em coda silábica é o tema de Brandão (1997), que também analisou a variável em contexto medial e final de vocábulo. Em posição externa, é bastante significativo o cancelamento, regra com 78% de aplicação e input .85, condicionado apenas pela conjugação de quatro variáveis lingüísticas: a classe e a dimensão do vocábulo, o contexto antecedente e a intensidade da sílaba.</p>
        <p id="paragraph-d9d2abd5fa6efe96e4a9c4255bfe4679">No entanto, outro é o quadro quando o <italic id="italic-55461c1636e04433c3ea11b918d669af">R</italic> se encontra em situação medial de vocábulo, caracterizado pelo polimorfismo de realizações. Num total de 1.845 ocorrências, obtiveram-se os seguintes resultados: tepe (5%), vibrante alveolar (21%), aproximante retroflexa (13%), fricativa velar (44%), aspirada (8%) e cancelamento (10%).</p>
        <p id="paragraph-7">Deixado à parte o cancelamento (182 oco), as variantes [+ ant] – entre elas computados o tepe, a vibrante alveolar e a aproximante retroflexa – correspondem a 43% dos dados (709 oco), enquanto as variantes [- ant], a 57% (954 oco), o que faz destas últimas a norma regional.</p>
        <p id="paragraph-dd9dadbd4d4d8049865d941ff2fa718c">Devido, no entanto, à significativa presença de variantes [+ ant], o que contrasta com a norma que se observa na capital do Estado, onde as fricativas velar e glotal apresentam altíssimos índices de ocorrência, decidiu-se analisar sua aplicação, mostrando-se relevantes, em primeiro e segundo planos, a <italic id="italic-be17708388ec32c71e8101f10b8e8a08">faixa etária </italic>e a<italic id="italic-9d0b38b307e7c4440564c9f1cad221c9"> área geográfica </italic>e, em seguida, os fatores estruturais<italic id="italic-710641109cb5c3fad508066de1c849ee"> classe do vocábulo</italic>,<italic id="italic-f8f241c2e0ea9cb42924880dfa82ad83"> contexto subseqüente </italic>e<italic id="italic-94bb0206b9d3254b013c2710528f7374"> intensidade da sílaba</italic>.</p>
        <p id="paragraph-109f0d2d941231b7a3665b30380cfdb3">Na faixa C (56 anos em diante), concentram-se as variantes [+ ant] (65%, p. r. .79), em contraste com a faixa A em que estas têm apenas 15% de freqüência (p.r. .15), o que permite dizer que está em curso um processo de posteriorização de /R/, como se observa na Figura 3.</p>
        <fig id="figure-panel-74cbc1d69f5aeb383dd826251ec5ebab">
          <label>Figure 3</label>
          <caption>
            <title>FIGURA 3</title>
            <p id="paragraph-d53ad12288daaab2854f476ee0ee4a6a">Gráfico com base em pesos relativos (BRANDÃO, 1997, p. 55).</p>
          </caption>
          <graphic id="graphic-9922d265e867de0776d489193f006282" mimetype="image" mime-subtype="png" xlink:href="image_2021-03-02_20-01-48.png" />
        </fig>
        <p id="paragraph-901ae1e15eac3627b48068122917175a">Na tabela a seguir, apresenta-se a distribuição das variantes [+ ant] e [- ant] de <italic id="italic-70cd456ed479b18bf5280777a2e43f39">R</italic> em coda interna pelas treze comunidades, com o acréscimo dos pesos relativos referentes à atuação da variável área geográfica para a implementação das variantes [+ ant].</p>
        <table-wrap id="table-figure-97fa0411d1b9f0e156b1c5b348713f6d">
          <label>Table 1</label>
          <caption>
            <title>TABELA 1</title>
            <p id="paragraph-6e6ce3b060c70bd61cb8a2f25b55583c">Índices referentes às variantes [+ant] e [-ant] de <italic id="italic-e8b972f9f8b54302030c2e0f646c25b6">R</italic> pós-vocálico interno, adaptado da Tabela 4 de Brandão (1995, p. 54).</p>
          </caption>
          <table id="table-b2691be9cd954454a61cb0ec3c1d4b1b">
            <tbody>
              <tr id="table-row-fa443e351bbed0dbfbaa2acc2618ba37">
                <td id="table-cell-029e2d24113a2bc2d748ee03ffba460f" rowspan="2">
                  <bold id="bold-b07081323e2738d43d8087b737c6e1b8">Região</bold>
                </td>
                <td id="table-cell-560f7e3a6931f0e7349255d1b112b214" rowspan="2">
                  <bold id="bold-bde5a39db30c636529143b10c9cf5385">Município</bold>
                </td>
                <td id="table-cell-f843798f8249f7d10e662fcbcd8ba491" rowspan="2">
                  <bold id="bold-ce99584a510fb8790790022a1aee933b">Comunidade</bold>
                </td>
                <td id="table-cell-7907318cdd52d50a11c6af00738fb4c1" colspan="3">
                  <bold id="bold-867483c5f7120d9b0cf7ded1f335b6ee">Variantes [+ant]</bold>
                </td>
                <td id="table-cell-cd4ff56241a83de4210cd52b62ad74e1" colspan="2">
                  <bold id="bold-3a4c1ee2aa46ccb8a4b5aa5a3101978f">Variantes [-ant]</bold>
                </td>
                <td id="table-cell-8ec4cf3737a064553a50fb4b0826b6e6">
                  <bold id="bold-8f87178f71b8ca25858707b27b183575">Ocos</bold>
                </td>
              </tr>
              <tr id="table-row-71bd5d1a81b9d847b976fa2950044ae9">
                <td id="table-cell-b61d547d1b1d204d42009b99aa9de346"><bold id="bold-b27ecea071ada783264e21ad4d17825d">Apl</bold>.</td>
                <td id="table-cell-0f6815f6669d9b8842cf6e3b1652cfd7"><bold id="bold-6420b458d6d1feaba2dd7ad9e526f47d">Perc</bold>.</td>
                <td id="table-cell-54b1d27717dcb278dd06cf0fa38bf701">
                  <bold id="bold-fbc65c1c242fed643f4709a88c223d58">P.R.</bold>
                </td>
                <td id="table-cell-c466d854c936291c1fa5f7cd6b69e10e">
                  <bold id="bold-3a59078e63ea47995d31ebd0df3d08dc">Apl.</bold>
                </td>
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                  <bold id="bold-4a156cfe50e5c193e4befdfffcea91e2">Perc.</bold>
                </td>
                <td id="table-cell-945603dc6d6d74fc72c44f6aab4df214" />
              </tr>
              <tr id="table-row-752bf1268fb090c6d359fe3a9c45e0e8">
                <td id="table-cell-f738156b22e84aae4ec5ee46f71f9278" rowspan="10">
                  <bold id="bold-048ac071b31326946bd8c93b1d58838b">Norte</bold>
                </td>
                <td id="table-cell-74ba36bd79b48f14f2fc4c425c39d14c" rowspan="3">São Francisco de Itabapoana</td>
                <td id="table-cell-ef71d88335ccd16e36044a0712467ffd">Barra de Itabapoana</td>
                <td id="table-cell-9f43548c0fec27732eb3071cb70e5a17">56</td>
                <td id="table-cell-d4aac389618d2a0458d34d34756552b0">43%</td>
                <td id="table-cell-d0827b488f24caaf53dc015fbd83be61">.50</td>
                <td id="table-cell-17f07821d6b7cf2a44aa16db61f857a5">73</td>
                <td id="table-cell-dd4672fa636def43e0d52952e6575c90">57%</td>
                <td id="table-cell-1b0ae12e271c458f69d83b1f7d390d71">129</td>
              </tr>
              <tr id="table-row-e44f3d8e2b1aec3673f76243c0814c8c">
                <td id="table-cell-549181a08042be9334a7988444f034bd">Guaxindiba</td>
                <td id="table-cell-95a97589db4761583670893aba9cd839">66</td>
                <td id="table-cell-1329f92601dfa495b461152a0bb66e00">48%</td>
                <td id="table-cell-1c8832d2124d03b8cbebb1143be8d8e1">.64</td>
                <td id="table-cell-95b00934683bed23b2d800aee0eef85f">70</td>
                <td id="table-cell-cae7b023ee79a0ad43d3f2093d447fbc">52%</td>
                <td id="table-cell-63b6ff82e002f3dbe5749d70bd3991bc">136</td>
              </tr>
              <tr id="table-row-b7319f37bb5d560a65167de130edaf47">
                <td id="table-cell-ea70b4636e145d333a5f93d2a7f33a17">Gargaú</td>
                <td id="table-cell-e9dee0980538eb2f944fdae28f5bc4bc">85</td>
                <td id="table-cell-05260d4f2d00206088a95cc235a398f8">64%</td>
                <td id="table-cell-4984c6921c151095c763571b712005f2">.81</td>
                <td id="table-cell-25933f6f02ae5f255ac3e070e72e20f2">47</td>
                <td id="table-cell-887a8fc0abd0755cb645202c6518b190">36%</td>
                <td id="table-cell-57aff8458d8a21325829b40686862e83">132</td>
              </tr>
              <tr id="table-row-ac7c749fdad10e1951563e580a2523e8">
                <td id="table-cell-04135224b9973520cd9a3222ff2f5fd7" rowspan="2">São João da Barra</td>
                <td id="table-cell-cad5efc0ee23076baaed0cf8e9378457">Atafona</td>
                <td id="table-cell-322fa3d25e796fca9db1352dd8203082">83</td>
                <td id="table-cell-7afd3d7038b1c89b0037f1cd9749fda8">47%</td>
                <td id="table-cell-37e2f8cf699712b459016c47cd4ad7fd">.60</td>
                <td id="table-cell-9f794ff66045e0c9106400f333b5c4a4">91</td>
                <td id="table-cell-2216734abd5357a20081a4bbeb523e7e">53%</td>
                <td id="table-cell-b4c00a63b0facbc05c1ec2a39a9dec29">174</td>
              </tr>
              <tr id="table-row-94e2b010c63e582376745a39b2835c41">
                <td id="table-cell-6fe73afc868884a3d9598184979bb876">São João da Barra</td>
                <td id="table-cell-4efe76437d2772a8a8253dd0f33672d8">46</td>
                <td id="table-cell-ded193a788ad4632bcff5f22f7433b4d">38%</td>
                <td id="table-cell-7a10c0d85423121c686cc7554fbe08d7">.39</td>
                <td id="table-cell-8942d41d888f53167010f393f2a302bc">74</td>
                <td id="table-cell-79a49b5203f651ed2729d6d0fe82cca5">62%</td>
                <td id="table-cell-329ad120fe3da3da2863f8a0fa983840">120</td>
              </tr>
              <tr id="table-row-acb1d124ac5e7174a7b9e8664ccd6dfd">
                <td id="table-cell-3291b48dd7ed6ff11a876f6b708163ce" rowspan="4">Campos dos Goytacazes</td>
                <td id="table-cell-efdf43fa7a18e8603d187e6ce38db55e">Farol de São Tomé</td>
                <td id="table-cell-48e4fc05b4718a3450d271bc4ff326f8">104</td>
                <td id="table-cell-4d72b7b12c39990b216ba57014598f6c">
                  <bold id="bold-34ba86e4b3f6e84ef9b1275b754f3948">89%</bold>
                </td>
                <td id="table-cell-e7e196b8688a132adf1c16014b66579b">.72</td>
                <td id="table-cell-f1d7d0806622afb117302ae8af28980b">12</td>
                <td id="table-cell-9af30722381df19675c657f24c9fe14d">11%</td>
                <td id="table-cell-8279edb93f1e26a9ddaed7a77d390570">116</td>
              </tr>
              <tr id="table-row-148f82c3ceefa3138ce6ea1d7748575d">
                <td id="table-cell-ecb476f1ba7e19b6fc154c566f5b0209">Macaé</td>
                <td id="table-cell-debb45864dae28a4814bcf3e91323068">12</td>
                <td id="table-cell-a1e76ce503ef92d883ec8d1fd6890ec6">9%</td>
                <td id="table-cell-9d300604b90e2be27352070cda15e7ad">.05</td>
                <td id="table-cell-a76dcb276a31098e6f43305cdac4bf0b">120</td>
                <td id="table-cell-e4f758edf79de8385d76fbb013cc627e">
                  <bold id="bold-1395c102941ea9cbc6d39aa70ca5c5d4">91%</bold>
                </td>
                <td id="table-cell-3c1e494b77c80b45eee2a1fb076baf41">132</td>
              </tr>
              <tr id="table-row-54235f5792c8fec45060ee8ae592f885">
                <td id="table-cell-e517407f9093b8aa0106d3602b2156d6">Ponta G. dos Fidalgos</td>
                <td id="table-cell-7b7bd1201b3563c49362f25d269eba6b">95</td>
                <td id="table-cell-09bc5e21202806e06c3a879ce5bd2107">
                  <bold id="bold-9ad92b12e979a15fb750215864c1a31a">82%</bold>
                </td>
                <td id="table-cell-20b424848af8938014c8b68f57e30456">.92</td>
                <td id="table-cell-0543319d2694a3e33facf914ed57e153">20</td>
                <td id="table-cell-cd5d54400f2a34c34f9bb350d374e280">18%</td>
                <td id="table-cell-62e59be3b61d88636fe046ccbe50eb4d">115</td>
              </tr>
              <tr id="table-row-b4fb6335324225353f06d81a00325ad8">
                <td id="table-cell-f3a8b079b3854ec1591e9bda1acec587">São Benedito</td>
                <td id="table-cell-ed8b10cb156e22bbcfe83ba340477104">48</td>
                <td id="table-cell-035962fc596ddea2ecd60d8109baf249">38%</td>
                <td id="table-cell-72f24c923ba4857e4fae54e13b612358">.49</td>
                <td id="table-cell-de849a31ae0107f21dcd8954a7ee2bc6">80</td>
                <td id="table-cell-1c68bb387be8463d23c565aedb0dd025">62%</td>
                <td id="table-cell-0c35f29cbd56e7f64b0e221d5d1c8244">128</td>
              </tr>
              <tr id="table-row-a9621a6534c75819dcda1e2e1f505843">
                <td id="table-cell-fdaee8574f431032b4cf7af92360f196">São Fidélis</td>
                <td id="table-cell-a53ffec332d5ba544747805d82eb9c84">São Fidélis</td>
                <td id="table-cell-a7f8c8a863895919c58fc82eba77622e">31</td>
                <td id="table-cell-9493f89946b2f55cc83b1d7ed1e935a9">30%</td>
                <td id="table-cell-d4b0384ff68f6d404d786acc96fd31fd">.38</td>
                <td id="table-cell-0b2b87f8377ac7a17d5a04d8b76bec22">72</td>
                <td id="table-cell-b740d99ef57b068dae003969128e315f">70%</td>
                <td id="table-cell-495625563a78ad9736248592629a8617">103</td>
              </tr>
              <tr id="table-row-b4f495bdb5cf3ff6ff8f61af9f6cc994">
                <td id="table-cell-6791dfbd297183d02eb19d295f7d39ec" rowspan="3">
                  <bold id="bold-505eb43638129842d452a212a6455809">Noroeste</bold>
                </td>
                <td id="table-cell-4ce4a361c77ab83a2aa08ab60d43b2ba">Cambuci</td>
                <td id="table-cell-3442799fe60f14e8fea7daf5669dddd6">Cambuci</td>
                <td id="table-cell-906048784ad9e45a3d0755374c2d0747">25</td>
                <td id="table-cell-f0f2ddac566d573846f79c5022f796f1">21%</td>
                <td id="table-cell-48ce05e483e7e9e28e919949c9b93455">.20</td>
                <td id="table-cell-d1f0815f23d4aa1cd0266cddd88fa9ba">95</td>
                <td id="table-cell-89ee8376c04b84ae857bf38c4dd41bda">
                  <bold id="bold-b52fe4a987a51925b298fc7ae3b3646a">79%</bold>
                </td>
                <td id="table-cell-25881f3b79b4ca2eab14703d00b96954">120</td>
              </tr>
              <tr id="table-row-f9067f83277eda5a49b910e82befe143">
                <td id="table-cell-7a88b95aba77d45b92e1578833fda09c">Itaocara</td>
                <td id="table-cell-f575d9ac2da2b8bae063e0c50470db89">Itaocara</td>
                <td id="table-cell-135d231f0456153fb97f8d81f50b681f">28</td>
                <td id="table-cell-036b9f0821a606a07533394905a7ca7d">30%</td>
                <td id="table-cell-84d214f41c8520bf6cd0a69ede49152e">.22</td>
                <td id="table-cell-489c4787bc72653cf506ae456aa0103d">65</td>
                <td id="table-cell-39a686368da758af7a1e727deca16659">70%</td>
                <td id="table-cell-7be5c43566d360dd994bfc47e67516ca">93</td>
              </tr>
              <tr id="table-row-55cae400a3a1714053e781062591d85f">
                <td id="table-cell-e3f27a7e28debb862a55e5f674e69daf">Itaperuna</td>
                <td id="table-cell-66d4987d00f85a70a4861043c5f14046">Itaperuna</td>
                <td id="table-cell-65e259636cb53e77e666edc813a7cb83">40</td>
                <td id="table-cell-7edd85e4377ae79142acf1532624ff30">35%</td>
                <td id="table-cell-55f35f69c678321bca5e16515fd9c498">.46</td>
                <td id="table-cell-ed57abfe98ac4f30681cb0fc812c7ab5">75</td>
                <td id="table-cell-23d0736099adcefeb9ad231d47dc8c40">65%</td>
                <td id="table-cell-c790ee2b328a3c38bbe5f94d50fc68fa">115</td>
              </tr>
            </tbody>
          </table>
        </table-wrap>
        <p id="paragraph-ab115c1c5a08dc727c761a35ac7692ca">Observa-se que os mais altos índices de [+ ant] concentram-se em Ponta Grossa dos Fidalgos (p. r. .92), Gargaú (p. r. .81), Farol de São Tomé (p. r. .72), Guaxindiba (p. r. .64) e Atafona (p. r. .60), que correspondem a áreas marcadas com o traço [+ rural]. Também quanto a essa variável, destaca-se Macaé, em que predominam as variantes [- ant], as fricativas, uma vez que o p. r. das [-ant] é de .05.</p>
        <p id="paragraph-62881d8d2a3b46820ac3f1f2a30328af">Revendo-se, mais recentemente, os dados, realizou-se uma rodada levando em conta os parâmetros usados por Rodrigues (2001) na organização da variável <italic id="italic-e870411d021260ee6af793deb3d3081d">área geográfica,</italic> com o objetivo de verificar se a tendência ao uso de variantes [+ ant] em comunidades com traço [+ rural] se confirmava, o que de fato ocorreu, como se representa na Figura 4.</p>
        <fig id="figure-panel-777d67be0a3771eceff0643ce49ccdd2">
          <label>Figure 4</label>
          <caption>
            <title>FIGURA 4</title>
            <p id="paragraph-fc4995910df3fd0249bed4847723f228">Atuação da variável <italic id="italic-cdfa08d72dafdf5e14ff579dfa594712">área geográfica</italic> na implementação das variantes de <italic id="italic-54dad261bdec1e340d6945880d956186">R</italic> pós-vocálico, com base em pesos relativos.</p>
          </caption>
          <graphic id="graphic-487a1307fb75d3483bbc05e0b479fc8d" mimetype="image" mime-subtype="png" xlink:href="image_2021-03-02_21-58-27.png" />
        </fig>
        <p id="paragraph-69a3eacff922720d426bab6d2f5aba9e">Por outro lado, a comparação dos resultados presentes na Figura 1 (no que toca ao contexto medial de vocábulo) e na Figura 4, demonstra que, no que se refere tanto ao S quanto ao R em coda silábica interna, as variantes [+ ant] e [- ant] são motivadas por fatores de natureza sociogeográfica, as primeiras predominando em áreas com traço [+ rural], as segundas em zonas mais urbanizadas.</p>
        <p id="paragraph-652b114d472fd065f6bd96b1fefee8af">.</p>
      </sec>
      <sec id="heading-23531f45dae3e2ddc40f6f6237d7ddd5">
        <title>3 A variável <italic id="italic-f96fe0f59c8c5aedd475081b0d824085">L</italic></title>
        <p id="paragraph-af8981672ebcebe79e5184b7047b0a57">A análise de <italic id="italic-c9faaac1ccf58b962e1916aeb54476a9">L</italic> em coda silábica (QUANDT, 2004), realizada com base em um <italic id="italic-57a0458b01411c50c0447aceebc67f4e">corpus</italic> de 4.229 dados, mostrou que a vocalização, com 87% de freqüência, é quase categórica no referido contexto, neste caso não se mostrando relevante a variável <italic id="italic-6e40f81c8ec24b5b995aef7b8773fddc">área geográfica</italic>.</p>
        <p id="paragraph-fbdc4d2426613bc29cbee1eaa45c54c9">Apesar da baixa produtividade do cancelamento (9%) e das variantes consonantais (4%), buscou-se verificar o que condicionaria essas regras. Enquanto o cancelamento da lateral foi motivado apenas por fatores de natureza estrutural, as variantes consonantais registradas no <italic id="italic-8e77db0780cf2c44ca0f5dac5655339b">corpus</italic> e consideradas em conjunto (tepe, aproximante retroflexa, lateral alveolar e lateral velarizada) foram condicionadas tanto por variáveis lingüísticas quanto extralingüísticas (Cf. Quadro 1), dentre estas, sendo consideradas relevantes a faixa etária (em primeiro lugar) e o nível de instrução (em terceiro).</p>
        <table-wrap id="table-figure-a534aafda7c667abcc4d541246290872">
          <label>Table 2</label>
          <caption>
            <p id="paragraph-63e98ea85113a779b30b825cc4a5796c" />
          </caption>
          <table id="table-bbcc0146e1a21f99e228df175f1216e3">
            <tbody>
              <tr id="table-row-9fb849e083c7d32ffdd01eba1d3d0423">
                <td id="table-cell-c95cee1df3a2e5c2ceb7e7a8774fefd1" colspan="3">Variáveis condicionadoras das variantes consonantais de /l/</td>
              </tr>
              <tr id="table-row-9acdae02215833f0ec21abae404d5c55">
                <td id="table-cell-4c64ead167591edf6a1ad13c1ee1ac20" colspan="2">Variáveis Selecionadas</td>
                <td id="table-cell-45ecd9766b183d719bcc7732fac69d4e"><bold id="bold-9e8ec10739cc4b405ac8e9a097ff2bdb">Faixa etária</bold>; Posição do segmento do voábulo; <bold id="bold-5598d79568d0a1c8d9e1400f40f412b0">Nível de instrução</bold>; Modo de articulação da cons,subsequente; Tonicidade da sílaba; Contexto antecedente</td>
              </tr>
              <tr id="table-row-dc57fb9759077ebdbf56aac880c91a4e">
                <td id="table-cell-6b5959b9a7e026a95c41065aa6b266c7"><italic id="italic-91b619c85e9e6f8124c1e7df63697d18">Input </italic>da regra</td>
                <td id="table-cell-d19055328adfba91b0628948cbc3d6f8">Inicial</td>
                <td id="table-cell-9d94cd9fe65544c5403cdfd42bba661c">.05</td>
              </tr>
              <tr id="table-row-8ca2e2210362dfee04c9904060348347">
                <td id="table-cell-156b3f3e22dbbb86c99c61b01816ff66" />
                <td id="table-cell-1933fbaf7048f78d1e514b3117feec6b">de seleção</td>
                <td id="table-cell-311a19abfe26a5394e22a8dc0b8d8605">.<bold id="bold-89248caa762423df705f978bb5fe9458">01</bold></td>
              </tr>
              <tr id="table-row-86c5dc28b36d5ed449f77a7b65dda98b">
                <td id="table-cell-3e71c66b5543ca63585e3b02a30fd891">Significância</td>
                <td id="table-cell-23b19acd9167b20dd023a62305bfbacf" />
                <td id="table-cell-b529f8041d381a1f4e952200b1b44748">.<bold id="bold-49d15fe342e539ab6c500bb9776f763c">027</bold></td>
              </tr>
            </tbody>
          </table>
        </table-wrap>
        <p id="paragraph-0c122ae37498e8200da8ec3417e2a5fd">Como se demonstra na Figura 5, são os indivíduos mais velhos (p.r. .85) os que mais implementam essas variantes, ficando a faixa intermediária no limiar da neutralidade (p.r. .53) ambos os grupos em contraste com os indivíduos mais jovens (p.r. .9)</p>
        <fig id="figure-panel-bfdee673167f829579b1d5441ef5e04c">
          <label>Figure 5</label>
          <caption>
            <title>FIGURA 5</title>
            <p id="paragraph-71b7f168b42f1c99b9eedba92cb826f7">Atuação da <italic id="italic-2f3f9a8e4b8c1338ac4312a63117746a">variável faixa</italic> para a concretização das variantes consonantais de <italic id="italic-34d125d5573b7d8f73ababcb13825780">L </italic>pós-vocálico, segundo Quandt (2004).</p>
          </caption>
          <graphic id="graphic-350bcd1ef339a0245a9c8bb737752d04" mimetype="image" mime-subtype="png" xlink:href="image_2021-03-02_22-20-21.png" />
        </fig>
        <p id="heading-d63d8d22e07c35557bc409c015ba7b13">Quanto ao nível de instrução (Cf. Tabela 2), de acordo com a hipótese inicial, são os analfabetos os que mais se destacam, com p.r. .71, enquanto os alfabetizados apresentam p.r. .32.</p>
        <table-wrap id="table-figure-59fdffab7f7651ab1dfb13f13005297e">
          <label>Table 3</label>
          <caption>
            <title>TABELA 2</title>
            <p id="paragraph-9bf4a4a24657f5faf3be917dc6b1e3bc">Atuação da Variável <italic id="italic-d57732f9f33bc689531949d6bf3c757c">Nível de instrução</italic> para a realização das variantes consonantais de <italic id="italic-7e9da667ece77f2305ad72e418fa8d07">L</italic> em coda silábica, segundo Quandt (2004)<italic id="italic-36a3a608f35bfab2d6a1df594c90723e">.</italic></p>
          </caption>
          <table id="table-f963da01d344b0511a4853d370784d59">
            <tbody>
              <tr id="table-row-f27a2163bacc322442f485d25ce41432">
                <th id="table-cell-3f36117970d24686e4cc9f7074eb2ca6" colspan="4">Variável <italic id="italic-39ed9a0f6a92d72bfedd83213fae8dc0">Nível de Instrução</italic></th>
              </tr>
              <tr id="table-row-30efb02cff75db3e086133bf661a830c">
                <td id="table-cell-7d4e62359c8669ab04f1ddd0ec4139aa">Fatores</td>
                <td id="table-cell-2dcb77b38c815abf0e2e232a3e017016">Oco</td>
                <td id="table-cell-65dbd2fe785282710082fc9be2fca972">%</td>
                <td id="table-cell-4ba8805cc1bca08514dc21d7e481c8f5">P. R.</td>
              </tr>
              <tr id="table-row-5a58dca439b9eb21d4652d0e64ee7ecc">
                <td id="table-cell-3f013b75865015aa8574790f7d69a267">
                  <bold id="bold-18c4300741ca14ff524275b298e92125">Analfabeto</bold>
                </td>
                <td id="table-cell-51e3ddf565f6891ab627f7f4163dc5bb">
                  <bold id="bold-70ed748be5a36779ea3880bae4c06dcd">139/1707</bold>
                </td>
                <td id="table-cell-61c46580c82c200af4d0278704dd491c">
                  <bold id="bold-602ab5d5433516c984a060a16992c73d">8%</bold>
                </td>
                <td id="table-cell-b88c823851f83e139f7a954451b2eaad">
                  <bold id="bold-2f93f8c8018f3aa38407d530da433477">.71</bold>
                </td>
              </tr>
              <tr id="table-row-ef2d21b3e7d6810d942a842e4f1bfaf2">
                <td id="table-cell-d9eba02d21c16c3aaf8178395d85a189">Semi-alfabetizado</td>
                <td id="table-cell-b2db073a623f20f67965a8443553c692">24/2125</td>
                <td id="table-cell-7dc286294c51b292201a217de27afb37">1%</td>
                <td id="table-cell-9e8ba65f24f975389a742669a65d789a">.32</td>
              </tr>
            </tbody>
          </table>
        </table-wrap>
        <p id="paragraph-83bc4784bb6c97c24d21d3cd0b92040f">.</p>
      </sec>
      <sec id="heading-97b771b57a4d213194529cfbf6ade7a8">
        <title>4 Considerações finais</title>
        <p id="paragraph-f81115a15a4116b08076b18171318ec4">Para finalizar esta breve descrição, cabe resumir os resultados aqui expostos com o objetivo de esboçar algumas normas de pronúncia das comunidades em foco.</p>
        <p id="paragraph-367c3441c7388cb78457646dbabc910a">(i) Na fala das treze comunidades em análise e que integram as Regiões Norte e Noroeste do Estado do Rio de Janeiro:</p>
        <p id="paragraph-9efc59e0a9a1658077d137dc9064938b">(a) a vocalização da lateral anterior em coda silábica predomina em todas as áreas, embora se registre, em baixo índice, sua permuta por segmentos consonantais, o que é mais freqüente na fala de indivíduos com mais de 56 anos e analfabetos;</p>
        <p id="paragraph-0752496dca438c60a59b0347bf37206a">(b) constitui norma a concretização de <italic id="italic-b8fa93325391bf4f82f84dac1fceded6">S</italic> em coda silábica como fricativa alveolar, a exemplo do que se verifica na fala de Cordeiro, Cantagalo, Duas Barras e São Sebastião do Alto, na Região Serrana, conforme indicaram Gryner e Macedo (2000), embora se observe o processo de palatalização, condicionado por fatores estruturais e extralingüísticos;</p>
        <p id="paragraph-b8ae9b20a925121d538edc5059bde59e">(c) a palatalização de <italic id="italic-8286953af7566d46cd76c92636fabbb8">S</italic> é mais freqüente nas localidades mais urbanizadas, quer litorâneas, quer interioranas, sendo mais produtiva entre falantes mais jovens;</p>
        <p id="paragraph-e75c316ebfd394e6868bb8eef1406b59">(d) predominam as variantes [- ant] de <italic id="italic-7ae93aae561a1d73beded13a5ad24666">R</italic> em coda silábica (fricativa velar e glotal), embora, sobretudo entre falantes mais velhos de comunidades rurais, as variantes [+ ant] (tepe, vibrante alveolar, aproximante retroflexa) se mostrem bastante produtivas;</p>
        <p id="paragraph-f073474130753d029c83fad7e8262a19">(e) com base nos índices obtidos, pode-se traçar uma isófona de cunho geoetário referente à maior freqüência de variantes [+ ant] de <italic id="italic-6e53864ec7505f38dc7d07d6359bb4f3">R</italic> pós-vocálico, que congrega os falantes mais velhos da área litorânea, e que se interioriza abarcando os indivíduos de todas as faixas etárias de Ponta Grossa dos Fidalgos;</p>
        <p id="paragraph-14c376d25d3515e174f04bd54065c873">(f ) do mesmo modo, pode-se deduzir da análise de Rodrigues (2001), uma isófona geoetária relativa à maior incidência de palatalização de <italic id="italic-2f0bb9b7bd8900687555dc1bd2de0510">S</italic> pós-vocálico, a forma inovadora, que abarca a fala dos indivíduos mais jovens das comunidades com traço [- rural], quer litorâneas, quer interioranas.</p>
        <p id="paragraph-2353862b6d2aa7e19f9ec2b7f79d7c7e">(ii) As análises empreendidas sugerem que:</p>
        <p id="paragraph-9673e0576500ff2b8aeceb5117a23e85">(a) poucos são os fenômenos variáveis, no âmbito fonético-fonológico, que apresentam apenas motivações de natureza estrutural, sendo de grande importância para o conhecimento da opção por uma ou outra variante, o controle de variáveis como <italic id="italic-83d73d0ec50e5cf66757771ee85cd19c">faixa etária</italic>, <italic id="italic-9638c73c5d23e8554bc35aded4cb66c6">nível</italic> <italic id="italic-ecdc3aedc11d2eaf001879e5b3744159">de instrução e área geográfica</italic>;</p>
        <p id="paragraph-1de506c27dd855e5c3a3de6da56b3d6b">(b) as normas de pronúncia de grande parte do Estado do Rio de Janeiro não se identificam integralmente com as observadas na capital e seu entorno, pelo menos no que diz respeito ao <italic id="italic-4e08d7162848b80389a9ddfc15822b04">R</italic> e <italic id="italic-3992a7fbdd0223f7cf11b1078715195d">S</italic> em coda silábica;</p>
        <p id="paragraph-c899847184309451694ebadc06e4a6ac">(c) é imprescindível realizar pesquisas no âmbito da fala popular para melhor conhecer a realidade lingüística fluminense e, com base nelas, buscar as macromotivações sócio-político-culturais determinantes das variações registradas.</p>
      </sec>
    </sec>
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