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<journal-title>Revista da Abralin</journal-title>
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      <article-id pub-id-type="doi">10.25189/RABRALIN.V19I2.1652</article-id>
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        <article-title>A união entre alfabetização e letramento</article-title>
        <subtitle>O processo de aprendizagem da leitura </subtitle>
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      <issue-title>Resenhas Abralin ao Vivo</issue-title>
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      <abstract>
        <p id="_paragraph-3">Esta resenha destaca pontos relevantes que foram abordados pela professora e educadora Magda Soares na conferência que está inserida não só nas ciências linguísticas, mas também no ensino de língua portuguesa do Brasil. O método de alfabetização e letramento foi tema central com destaque para a importância do desenvolvimento da criança no processo de aprendizagem. A conferencista apresentou argumentos que envolvem teorias linguísticas e psicológicas, além de práticas no que diz respeito ao processo de alfabetização/letramento. Como bem afirma a professora e moderadora dessa conferência, Eliane Oliveira, a professora Magda Soares nunca deixou de refletir sobre os desafios que o ensino público brasileiro enfrenta; assim, em sua exposição estes também nos foram apresentados juntamente com sua ótica desse assunto sempre tão complexo à educação.</p>
      </abstract>
      <abstract abstract-type="executive-summary">
        <title>Resumen</title>
        <p id="paragraph-01ddd8c7286e4d48ba028144da13e94c">Esta revisión destaca puntos relevantes que fueron abordados por la profesora y educadora Magda Soares en la conferencia que se inserta no solo en las ciencias lingüísticas, sino también en la enseñanza del portugués en Brasil. El método de alfabetización y letramiento fue un tema central con énfasis en la importancia del desarrollo infantil en el proceso de aprendizaje. La oradora presentó argumentos relacionados con teorías lingüísticas y psicológicas, así como prácticas con respecto al proceso de alfabetización / letramiento. Como dice la profesora y moderadora de esta conferencia, Eliane Oliveira, la profesora Magda Soares nunca dejó de reflexionar sobre los desafíos que enfrenta la educación pública brasileña; por lo tanto, en su presentación, también se nos presentarán junto con su punto de vista sobre este tema, que siempre es tan complejo para la educación.</p>
      </abstract>
      <kwd-group>
        <kwd content-type="">Alfabetização</kwd>
        <kwd content-type="">Aprendizagem</kwd>
        <kwd content-type="">Desenvolvimento</kwd>
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    <sec id="heading-79e4d4387473d10b38aff632a025a59c">
      <title>Texto</title>
      <p id="paragraph-17a8c64c4c207ab4cf40f5104990200a">No dia 31 de julho de 2020, a professora e educadora Magda Soares<xref id="xref-5752f623deb00a0b45856416c83f4970" ref-type="bibr" rid="webpage-ref-7db469295c672a27e76c93740d0c8943">[1]</xref> apresentou a conferência <italic id="italic-254ce62ebc845bb02e5611f0d79aea22">Alfabetização e letramento: teorias e práticas</italic>, no evento <italic id="italic-2">Abralin ao vivo</italic>, no canal do <italic id="italic-3">Youtube</italic> da Associação Brasileira de Linguística (Abralin). A professora conferencista tratou da relevância em se pensar nos métodos de alfabetização. Reafirmou que a alfabetização e o letramento caminham juntos; assim como as teorias e práticas que interagem entre si. </p>
      <p id="paragraph-2">A professora primeiro destacou o fracasso da alfabetização no Brasil, para isso citou as notas baixas em redação no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), demonstrando que o insucesso ocorre não só entre as crianças, mas também entre jovens e adultos. Para ela, esse fracasso é gerado no início do processo de aprendizagem de escrita e leitura, que acaba se agravando nas etapas subsequentes. O insucesso dos estudantes se dá, de forma acentuada, entre aqueles que fazem parte de uma população com baixos níveis de leitura, compreensão e interpretação, reflexo este de um ensino que não está formando leitores de “qualidade”.</p>
      <p id="paragraph-3">Em sua exposição, apresenta seu “lugar de fala”, ou seu percurso, que divide em três etapas, que passa pelo ensino nas escolas públicas, docência nas faculdades de educação para a formação de professores (licenciatura em letras e em pedagogia) e depois nos cursos de pós-graduação na faculdade de educação. Magda afirma claramente que seu foco está na formação para trabalhar com a língua escrita na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental. Cita o projeto do qual faz parte em Lagoa Santa (MG). O projeto <italic id="italic-4">Alfaletrar</italic>, em sua página na internet, apresenta como objetivo:</p>
      <disp-quote id="block-quote-0e26f54e7a0545287fc45e4191754801">
        <p id="paragraph-9399d48a8fb29fc6c8ddf59a84fe6844">[...] oferecer a todas as crianças as condições necessárias para prosseguirem com sucesso em sua escolarização e, sobretudo, para se apropriarem de competências indispensáveis à plena inserção na vida social e profissional: competências de leitura e de produção textual .</p>
        <attrib>(ALFALETRAR, [2016?], s/p<xref id="xref-fe183179ce741e19630482aed14d9ce9" ref-type="bibr" rid="webpage-ref-08d65b08570bf56835bec5498cf581c5">[2]</xref>)</attrib>
      </disp-quote>
      <p id="paragraph-4a035e7729701c01cce27095336e1f9c">A palestrante assevera a importância da dicotomia teoria-prática e levanta questionamentos, entre eles, “como o educador deve orientar o processo de aprendizagem do sistema de escrita”. Ela nos adverte que há educadores que têm pensado em ensinar o sistema alfabético de escrita, não em orientar o processo de aprendizagem, o qual ela defende juntamente com as habilidades do uso, que, em sua concepção, fornecem as práticas. </p>
      <p id="paragraph-88a617fbcd93ffc2c828ec575867c1c0">Ao ressaltar as evidências científicas, aponta o método fônico pelo qual a criança precisa aprender as relações fonema-grafema que fazem parte do princípio alfabético; contudo, a orientação do processo de alfabetização não pode ter em seu ensino somente essas relações, pois não se configuram como pré-requisitos para a aprendizagem de leitura. Em outro momento oportuno, Magda já tinha chamado a atenção para essa questão: </p>
      <disp-quote id="block-quote-23d5b14688df1f06fc29f3ee677a2ded">
        <p id="paragraph-cdcdbaac705e6d83a95cc8eee50a0c5e">É surpreendente que ainda se acredite que a alfabetização se realiza com um único método e que se alegue que o método fônico é o único que se fundamenta em “evidências científicas”. Insiste-se em método – em como ensinar – quando o necessário é focar a aprendizagem – como a criança aprende.</p>
        <attrib>(SOARES, 2019, s/p<xref id="xref-5b23f0739d370c3ba5b784448a3b7974" ref-type="bibr" rid="webpage-ref-274e61e14422e82eb804d0da0e1f13c8">[3]</xref>)</attrib>
      </disp-quote>
      <p id="paragraph-7acae23f135b60d464df0dc02a0fa5d3">Ao citar o trabalho realizado (com outros professores das escolas de Lagoa Santa - MG) a pesquisadora apresenta os princípios que utiliza. Vale destacar que Magda afirma que a concepção de alfabetização e de letramento construída para seu trabalho nas escolas de Lagoa Santa (MG), diverge daquela assumida pelo governo, na Política Nacional de Alfabetização (PNA, 2019<xref id="xref-ece8baae194d37c45a614eca9d6a0101" ref-type="bibr" rid="webpage-ref-bff8b9c83f6112bb1974fefcbd25747f">[4]</xref>). Seus pressupostos para se pensar a alfabetização e o letramento incluem pontos como: quem aprende, o que se aprende e quando se aprende. O primeiro refere-se à criança que integra o grupo de mais de 20 milhões<xref id="xref-815ed7d6005ce34e78281a903bc1ba00" ref-type="fn" rid="footnote-e9cf2b04247752a8f3b9606e2dc93ad9">1</xref> de alunos de camadas populares da escola pública; o segundo, à escrita alfabética, que ela sublinha como arbitrária e abstrata; já o “quando se aprende”, relaciona-se à escrita alfabética e seu uso social, este último ponto é impreciso na visão da autora, visto que ocorre ao longo do “desenvolvimento cognitivo e linguístico” da criança.</p>
      <p id="paragraph-39c73dc24c8e1a69e8cd7a80bef9ee01">Em diálogo com seus posicionamentos, a educadora cita autores que apresentam “teorias que identificam fases do desenvolvimento cognitivo e linguístico de apropriação do sistema de escrita alfabética”. Entre os nomes estão Lev Vygotsky, Alexander Luria e Emilia Beatriz Maria Ferreiro Schavi. Magda Soares dá destaque para Emília Ferreiro, que, segundo a conferencista, trouxe evidências importantes para a alfabetização. Mesmo tendo feito sua pesquisa em espanhol, Ferreiro teve seus estudos replicados em outras línguas, inclusive no português do Brasil, o que gerou evidências científicas significativas. </p>
      <p id="paragraph-c722a648b6cb3ba90488b46adce595bb">Avançando em sua exposição, Magda Soares fala sobre consciência fônica e consciência silábica. Acerca desses aspectos, levanta posicionamentos que envolvem não só a criança, mas também o professor. Cabe ao educador, para se avançar na alfabetização, ensinar as crianças as (des)igualdades que se apresentam na fala e na escrita. Expondo exemplos concretos, ressalta que a vogal é o fonema que mais se sobressai para as crianças, por isso é apresentada primeiro na escrita inicial. Ainda nesse aspecto, aborda o conhecimento das letras e de como isso faz parte das teorias sobre o desenvolvimento motor. Como exemplo da importância desse aspecto, fala sobre a distinção de letras maiúsculas e minúsculas e de como a criança confunde algumas dessas letras: M e N, F e P, O e Q entre outras são citadas. Consoante Soares, é preciso que o educador, que se propõe a alfabetizar, perceba que essas dificuldades são pertinentes a essa fase inicial do desenvolvimento da criança. </p>
      <p id="paragraph-4">Acerca da proposta de um método fônico ideal, ela traz à luz o fato de que os fonemas não podem ser pronunciados e manifestam uma relação “linguística abstrata”, além de apresentarem contrastes e oposições. Na visão da conferencista, isso se configura como parte preponderante no processo de aprendizagem, assim como o papel do educador (é necessário ter clareza em seu trabalho) na etapa em que precisa auxiliar a criança em alguma tarefa. Essa ajuda está no que Vygotsky (1998<xref id="xref-f479ef7c4ee7a69950c4cd8673ee1ce5" ref-type="bibr" rid="book-ref-ce8dbd362b8ced18a4cc7b33724dd069">[5]</xref>) intitula de <italic id="italic-85fb0c116296a99b788c2a51e23cfe88">Zona de Desenvolvimento Proximal </italic>(ZDP). Parte dos estudos de Vygotsky e do seu método sociointeracionista, a ZDP é um dos conceitos mais difundidos e estudados no que diz respeito ao desenvolvimento da criança. Para Moreira (2009, p. 59 <italic id="italic-ffab1c0d74035c015bd1bf702d34f0f2">apud</italic> SILVA; HAI, 2016, p. 607<xref id="xref-d400b86c14fa87166acb2eabe369b281" ref-type="bibr" rid="journal-article-ref-5c3410becf4e3c14306305b4743a7242">[6]</xref>) a ZDP é a “[...] a distância entre o que a criança sabe no momento (conhecimento atual) e o que poderá vir a saber (conhecimento potencial ou alcançável) com a assessoria da professora, dos pais ou dos cuidadores”.</p>
      <p id="paragraph-5">Quanto ao letramento, Soares apresenta “camadas” que demonstram os avanços que a criança terá ao longo do seu desenvolvimento. Consoante a autora, o letramento vai além da relação grafema-fonema, no qual a criança precisa fazer uso do sistema alfabético para ler e escrever textos<xref id="xref-71334ba53058b2527be2f0f5e1e1d206" ref-type="fn" rid="footnote-a26c8896c55aacb22e0c6bc6d9c3b781">2</xref> e aponta os usos no contexto sociocultural em que o aprendiz está inserido, como quesito a não ser descartado. A soma desses pontos é o que ela chama de alfaletrar, ou seja, a junção de alfabetização e letramento. </p>
      <p id="paragraph-6">Ao findar, retoma particularidades de sua exposição. Ratifica que a alfabetização não é uma questão de método e sim de orientação visando ao aprendizado da criança ao longo de todo percurso que envolve o desenvolvimento. Ademais, salienta que o processo de aprendizagem e letramento, feito de maneira simultânea, deverá ser baseado em teorias e evidências científicas; não obstante, essas evidências não devam ser condicionadas somente aos espaços acadêmicos. É preciso que cheguem até as salas de aulas para contribuírem na prática do docente. </p>
      <p id="paragraph-7">Diante de tudo que foi exposto, aprendido e compartilhado pela professora Magda Soares, pode-se atestar que sua conferência foi substancialmente enriquecedora. Além de abordar um campo de estudos específico, alfabetização e letramento, e conceitos muito já difundidos na área de educação no Brasil, a educadora pôs em relevo aspectos que sustentam esse campo. Vale ressaltar a pertinência de debates como esse no Brasil, país no qual há grandes dificuldades em se formar bons leitores. </p>
    </sec>
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      <fn id="footnote-e9cf2b04247752a8f3b9606e2dc93ad9">
        <label>1</label>
        <p id="paragraph-69e814e65d45df62531e47c5e80af03f"><ext-link id="external-link-70ab7c30b6610924490cde35ed631014" xlink:href="#_ftnref1"/>Dados da autora, que afirma que mais de 20 milhões de crianças estão matriculadas na educação infantil e nas séries iniciais do ensino fundamental. </p>
      </fn>
      <fn id="footnote-a26c8896c55aacb22e0c6bc6d9c3b781">
        <label>2</label>
        <p id="paragraph-478a8b9f8c85a407436c5f728ebb5d2d">Magda Soares enfatiza o uso de textos, que em sua fala intensifica como sendo o ponto de partida para se alfabetizar. Contudo, faz uma ressalva afirmando que mesmo que a escolha de textos seja significativa, se faz necessário levar em consideração o nível no qual a criança está inserida. </p>
      </fn>
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          <article-title>ALFABETIZAÇÃO e letramento: teorias e práticas. Conferência apresentada por: Magda Soares [s.l., s.n.], 2020. 1 vídeo (2h 26min 16s). Publicado pelo canal da Associação Brasileira de Linguística</article-title>
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          <article-title>ALFALETRAR. <italic id="italic-1">O projeto</italic>. [S.I.], [2016?]</article-title>
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          <article-title>BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Alfabetização. <italic id="italic-b72143e09c61e66abd0c435646f17767">PNA Política Nacional de Alfabetização/Secretaria de Alfabetização</italic>. Brasília: MEC, SEALF, 2019</article-title>
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          <article-title>O conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal na educação infantil: apropriações nas produções acadêmicas e documentos oficiais brasileiros</article-title>
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          <article-title>SOARES, Magda. “Estou indignidade com o MEC”. Entrevistador: Leonardo Pujol. <italic id="italic-870110c728d394749ae8b5aaf8cab977">Desafios da Educação</italic>. 8 de abril de 2019</article-title>
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            <italic id="italic-9b2152a73ad959d1d5f3c874db026a10">A Formação social da mente</italic>
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