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<journal-title>Revista da Abralin</journal-title>
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        <article-title>Considerações terminológicas sobre a fonologia da Libras</article-title>
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      <issue-title>Resenhas Abralin ao Vivo</issue-title>
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      <abstract>
        <p id="_paragraph-3">Debatida por André Xavier, Thiago Steven e Elisane Alecrim, a mesa redonda intitulada A<italic id="italic-1">spectos fonético-fonológicos da Libras</italic> trata da apresentação das pesquisas dos seus respectivos membros, no que diz respeito à temática fonético-fonológica da Libras. Xavier, com o foco nas Expressões Não Manuais (ENM) lexicais da Libras, objetiva saber quantos e quais são os articuladores empregados da realização das ENM lexicais e se tais ENM são estáveis ou dinâmicas na sinalização. Santos, com interesse na expressão de intensidade na Libras, visa pesquisar e analisar a expressão de intensidade em Libras. E Alecrim, com ênfase no sistema de notação da Configuração de Mão, propõe uma comparação, a partir de dados da Libras, entre três sistemas de notação: Stokoe (1960), Liddell e Johnson (1989) e Johnson e Liddell (2011).</p>
      </abstract>
      <abstract abstract-type="executive-summary">
        <title>Abstract</title>
        <p id="paragraph-01ddd8c7286e4d48ba028144da13e94c">Debated by André Xavier, Thiago Steven and Elisane Alecrim, the round table entitled Phonetic-phonological aspects of Libras deals with the presentation of research by its respective members, with regard to Libras's phonetic-phonological theme. Xavier, with a focus on the lexical Non-Manual Expressions (ENM) of Libras, aims to know how many and which articulators are employed in carrying out the lexical ENM and whether such ENM are stable or dynamic in signaling. Santos, interested in the expression of intensity in Libras, aims to research and analyze the expression of intensity in Libras. And Alecrim, with emphasis on the notation system of the Hand Configuration, proposes a comparison, based on Libras data, between three notation systems: Stokoe (1960), Liddell and Johnson (1989) and Johnson and Liddell (2011).</p>
      </abstract>
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        <kwd content-type="">Libras</kwd>
        <kwd content-type="">Aspectos fonético-fonológicos</kwd>
        <kwd content-type="">Terminologia</kwd>
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    <sec id="heading-79e4d4387473d10b38aff632a025a59c">
      <title>Texto</title>
      <p id="paragraph-17a8c64c4c207ab4cf40f5104990200a">Desde o surgimento dos primeiros estudos sobre línguas de sinais de um modo geral, historicamente iniciados com as pesquisas de William Stokoe (1960<xref id="xref-c0e2ad489477bd9d3cd5d2500079b9d8" ref-type="bibr" rid="book-ref-e9a07f229b8a716179d8ee125be24816">[1]</xref>), os linguistas e estudiosos vêm desempenhando um árduo trabalho na tentativa de analisar, descrever e sistematizar os mais variados fatos linguísticos presentes nessas línguas. No Brasil, a obra pioneira <italic id="italic-4382675ce7a0db1519c912185f30e973">Por uma gramática de línguas de sinais</italic> (1995<xref id="xref-eae552b638053a90d0a17c1398685ab3" ref-type="bibr" rid="book-ref-8cd9944a84cb701387efa03e8e4cee96">[2]</xref>), de Lucinda Ferreira Brito, é, por exemplo, um desses empreendimentos descritivos, em termos de pensar uma sistematização gramatical para a Língua de Sinais Brasileira (Libras).</p>
      <p id="paragraph-2">As reflexões apresentadas na mesa redonda, intitulada <italic id="italic-69c5add11411988bccec3bd1b8d9b730">Aspectos fonético-fonológicos da Libras</italic><xref id="xref-6cbceec1a4f3b1b5c43c3de8a34ea5c0" ref-type="bibr" rid="webpage-ref-7db469295c672a27e76c93740d0c8943">[3]</xref>, do evento virtual <italic id="italic-3">Abralin ao Vivo: Linguists Online</italic>, ocorrida no dia 24 de julho de 2020, também se configuram como um desses empenhos para explicar os fenômenos linguísticos da Libras. A mesa em questão é composta pelo professor Dr. André Nogueira Xavier, atualmente professor da Pós-Graduação em Letras e do curso de Letras Libras da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que abordará as <italic id="italic-4">Expressões Não Manuais lexicais na Libras</italic>, e por dois dos seus orientandos de Mestrado, a saber, Thiago Steven dos Santos, com a temática <italic id="italic-5">A expressão de intensidade em Libras</italic>, e Elisane Conceição Alecrim, com o tema <italic id="italic-6">Análise da configuração de mão entre três sistemas de notação em Libras</italic>. E dispõe, ainda, da participação dos intérpretes Priscila Simões e Peterson Simões, ambos ligados à UFPR, para a tradução oral das discussões.</p>
      <p id="paragraph-3">Em seu estudo, <italic id="italic-7">Expressões Não Manuais lexicais na Libras</italic>, André Xavier objetiva saber quantos e quais são os articuladores empregados da realização das ENM lexicais e se tais ENM são estáveis ou dinâmicas na sinalização. Para tanto, inicia a sua fala caracterizando a ENM como sendo o contexto em que não se tem o uso das mãos na produção dos sinais, como, por exemplo, o emprego da cabeça, da sobrancelha, da bochecha, entre outros. Nessa perspectiva, apresenta os caminhos das pesquisas para as ENM: ora são tratadas como ENM afetivas, isto é, expressam a emoção do sinalizante, ora como ENM linguísticas, ligadas à estrutura gramatical dos sinais. E em acréscimo, mostra, com base nos estudos de Brennan (1992), a classificação dos sinais, que podem ser manuais (apenas mãos), multi-modais (mãos e ENM) e não manuais (apenas ENM). Xavier utiliza-se do dicionário Capovilla e Raphael (2001), especialmente no que diz respeito à descrição das ENM, do qual faz uma reanálise dos 368 sinais multimodais encontrados. Ao término, conclui que, no geral, utiliza-se mais de um articulador na produção da ENM lexical, localizado especificamente na inferior da face, e que as ENM são mais estáveis que dinâmicas.</p>
      <p id="paragraph-4">Em sequência, Thiago Santos apresenta o seu estudo, <italic id="italic-8">A expressão de intensidade em Libras</italic>, que tem como objetivo pesquisar e analisar a expressão de intensidade em Libras. Inicialmente, faz um levantamento referencial dos estudos sobre a expressão de intensidade em outras línguas de sinais, como a ASL (Língua de Sinais Americana) e ISL (Língua de Sinais Israelense), que dispõem, por exemplo, de mudanças de intensidade não manuais e manuais. Com o foco na expressão de intensidade na Libras, Santos realiza o seu estudo a partir da análise, com o uso da ferramenta de transcrição <italic id="italic-9">ELAN</italic>, de 7 sinais (dos 32 disponíveis no trabalho sobre descrição da intensidade em Libras desenvolvido por Xavier (2014)) – selecionados com base nos critérios <italic id="italic-10">sem contato com o corpo</italic> (CHUVA e EXPERIÊNCIA), <italic id="italic-11">com contato inicial</italic> (NÃO-SABER e FÁCIL), <italic id="italic-12">com contato permanente</italic> (ALÍVIO e VONTADE) e <italic id="italic-13">com contato final</italic> (SOFRER) – produzidos por 12 sujeitos surdos (6 homens e 6 mulheres, com idade entre 17 a 60 anos) da cidade de São Paulo. E, desse modo, conclui que a intensidade em Libras pode ser expressa por meio de aspectos manuais (alongamento do movimento) e aspectos não-manuais (sobrancelha franzida), ambos sofrendo variação em sua forma intensificada de acordo com o sujeito sinalizante.</p>
      <p id="paragraph-5">Por sua vez, Elisane Conceição Alecrim, no seu trabalho <italic id="italic-14">Análise da configuração de mão entre três sistemas de notação em Libras</italic>, propõe uma comparação, a partir de dados da Libras, entre três sistemas de notação desenvolvidos para a Configuração de Mão (CM), a saber, Stokoe (1960), que projeta uma categorização global para CM, composta por 19 símbolos; Liddell e Johnson (1989), que estuda a CM com base em três conjuntos de traços articulatórios (antebraço, polegar e dedos); e Johnson e Liddell (2011), que lança uma análise codificada mais detalhada da CM com ênfase na caracterização anatômica. Para a realização da pesquisa, Alecrim analisa, também como uso da ferramenta de transcrição <italic id="italic-15">ELAN</italic>, 26 sinais (dos 60 coletados pelo estudo de Barbosa e Xavier (2014)), selecionados com base no critério <italic id="italic-16">realizado pelo menos uma vez com a configuração ‘B’/‘E’</italic>, organizados em três categorias (monomanuais, bimanuais equilibrados e bimanuais não equilibrados) e produzidos por 12 sujeitos surdos (6 homens e 6 mulheres, com idade entre 17 a 60 anos) da cidade de São Paulo. Ao término, Alecrim conclui que o sistema de notação da CM de Stokoe (1960<xref id="xref-02d19887ff9004f37d499e5a2053143d" ref-type="bibr" rid="book-ref-e9a07f229b8a716179d8ee125be24816">[1]</xref>) aproxima-se de uma perspectiva mais fonológica, por se tratar de um estudo global da CM, já o de Johnson e Liddell (2011, 2012), de uma perspectiva mais próxima da fonética, por envolver todos os detalhes da CM, e o sistema de notação de Liddell e Johnson (1989) é uma espécie de sistema intermediário entre as duas notações anteriores.</p>
      <p id="paragraph-6">De fato, são pesquisas instigantes e representativas que contribuem, e muito, com o campo de estudo das unidades mínimas abstratas da Libras, bem como com os estudos linguísticos em línguas de sinais de uma maneira geral. E é nessa direção que questões de cunho terminológico também devem ser olhadas com atenção nessa conjuntura de pesquisas em Libras, pois, como ressalta Benveniste (1989, p. 252<xref id="xref-f5bc626ef375c27c31a3560a1a08360f" ref-type="bibr" rid="book-ref-b88d06024b9b2233e627150b82dc73f2">[4]</xref>), “a constituição de uma terminologia própria marca, em toda ciência, o advento ou o desenvolvimento de uma conceitualização nova, assinalando, assim, um momento decisivo de sua história”. Portanto, a precisão terminológica é, também, um aspecto exigido pelo fazer científico enquanto constatação linguística, uma vez que tão necessário e importante quanto a descoberta dos constituintes de uma língua é a sua devida nomeação.</p>
      <p id="paragraph-7">Nessa perspectiva, encontram-se, na literatura especializada da área, cada uma representando, portanto, a percepção teórica/discursiva do seu proponente, algumas propostas de atualização da nomenclatura para o campo da, conhecida, <italic id="italic-17">Fonologia da Libras</italic>, no que diz respeito aos termos da tradição oral (e de raiz etimológica sonora) <italic id="italic-18">Fonologia</italic> e <italic id="italic-19">Fonema</italic>, como forma de levantar a reflexão sobre o emprego de termos que melhor representam a realidade linguístico-modal dos elementos da Libras. São elas: <italic id="italic-20">Visologia e Visema</italic>, de Mariângela Barros (2008<xref id="xref-239d335e20392954eadbacbb40a2a540" ref-type="bibr" rid="thesis-ref-8092250475154ce2097daa2e527da6d3">[5]</xref>); <italic id="italic-21">SematosEma</italic> e <italic id="italic-22">SematosEmia</italic>, de Fernando Capovilla (2015<xref id="xref-ff4b5131b944bdbbe836e5e82907d0a1" ref-type="bibr" rid="chapter-ref-6c9b0592662eb622086fff6795c55030">[6]</xref>); <italic id="italic-23">Signema</italic> e <italic id="italic-24">Sigmanulogia</italic>, de Valdo Nóbrega<xref id="xref-ff5446fa42dc2aeb982384fad02029bd" ref-type="fn" rid="footnote-a9e2431e47efc8e049ebe7342aa29069">1</xref> (2016<xref id="xref-2f58824e1a1414877809cb58440d0541" ref-type="bibr" rid="journal-article-ref-f5d5df1c39b97eb8be7e88d593674d1c">[7]</xref>); <italic id="italic-25">Sinema </italic>e <italic id="italic-2de0c5855d1f28ca7d65f992d2d799dc">Sinologia</italic><xref id="xref-2c470a37314ae7ebabac4a3f10bafa17" ref-type="fn" rid="footnote-a1df398426034165cb4fb911196e1461">2</xref>, de Vicente Masip (2019).</p>
      <p id="paragraph-8">E, embora existam tais perspectivas terminológicas, a preferência continua a ser pelos termos conservadores cunhados para os estudos das línguas orais, com a justificativa de estarem adotando as mesmas nomenclaturas para atender e não se distanciar da tradição conceitual linguística já consolidada.</p>
      <p id="paragraph-9">Muito além da ideia da partilha de universais linguísticos e da referência a elementos mínimos abstratos presentes tanto nas línguas orais quanto nas línguas de sinais, essa preferência revela ainda, por outro lado, a força hegemônica das línguas orais, tidas como majoritárias, sobre as línguas de sinais, consideradas minoritárias, evidenciando a influência político-discursiva, de natureza social, das primeiras, que asseguram (e, por que não, impõem), por vezes, a preservação dos termos nas investigações linguísticas das últimas.</p>
    </sec>
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        <label>1</label>
        <p id="paragraph-6307e3ee91333cdb2c15fa0585576bad">Valdo Ribeiro da Nóbrega, surdo, professor de Libras da Universidade Federal da Paraíba.         <ext-link id="external-link-dca129c9009a894e0fe0a5f920610a40" xlink:href="#_ftnref2"/></p>
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        <label>2</label>
        <p id="paragraph-ae10b9e2aff99584ba74c53bc380f7ef">Em andamento, por meio da pesquisa intitulada A dimensão Significante da Língua Brasileira de Sinais, sob do aval da PROPESQ - UFPE. </p>
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          <article-title>ASPECTOS fonético-fonológicos da Libras. Mesa redonda debatida por André Nogueira Xavier, Thiago Steven dos Santos e Elisane Conceição Alecrim. [S.l.: s.n.], 2020. 1 vídeo (1h48min39seg). Publicado pelo canal Abralin</article-title>
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          <article-title><italic id="italic-9b7a4f2b4443e26139945502ae2aaa91">ELiS</italic> – <italic id="italic-2">Escrita das Línguas de Sinais</italic>: proposta teórica e verificação prática</article-title>
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          <article-title>Sigmanulogia: proporcionando uma teoria linguística da língua de sinais</article-title>
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