<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Archiving and Interchange DTD v1.2 20190208//EN" "JATS-archivearticle1.dtd">
<article xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:ali="http://www.niso.org/schemas/ali/1.0">
  <front>
    <journal-meta>
<journal-id journal-id-type="nlm-ta">Revista da Abralin</journal-id>
<journal-title-group>
<journal-title>Revista da Abralin</journal-title>
</journal-title-group>
<issn pub-type="epub">2178-7603</issn>
<publisher>
<publisher-name>Associação Brasileira de Linguística</publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
    <article-meta>
      <article-id pub-id-type="doi">10.25189/RABRALIN.V19I2.1600</article-id>
      <article-categories>
        <subj-group>
          <subject content-type="Tipo de contribuo">Resenha</subject>
        </subj-group>
      </article-categories>
      <title-group>
        <article-title>A Linguística em sala de aula</article-title>
        <subtitle>Um debate sobre os três eixos para o ensino de gramática </subtitle>
      </title-group>
      <contrib-group content-type="author">
        <contrib id="person-65b9d42c151b6c0db1cce43a77138180" contrib-type="person" equal-contrib="no" corresp="no" deceased="no">
          <name>
            <surname>Hochsprung</surname>
            <given-names>Vitor</given-names>
          </name>
          <email>hochsvitor@gmail.com</email>
          <xref ref-type="aff" rid="affiliation-33e3d358c95c6b196c84f0a557a44d75" />
          <xref ref-type="aff" rid="affiliation-7c52fe0536e96fcb4b423f5f527b6170" />
          <xref ref-type="aff" rid="affiliation-176fd67a99fbd83781a056cea43cbc8c" />
        </contrib>
        <contrib id="person-5a9d895efdc32e6e7ed08845b86a8030" contrib-type="person" equal-contrib="no" corresp="no" deceased="no">
          <name>
            <surname>Quarezemin</surname>
            <given-names>Sandra</given-names>
          </name>
          <email>sandra@cce.ufsc.br</email>
          <xref ref-type="aff" rid="affiliation-176fd67a99fbd83781a056cea43cbc8c" />
        </contrib>
      </contrib-group>
      <contrib-group content-type="editor">
        <contrib id="person-3fbd27dbc1c8de3dc34131087dee1e22" contrib-type="person" equal-contrib="no" corresp="no" deceased="no">
          <name>
            <surname>Freitag</surname>
            <given-names>Raquel</given-names>
          </name>
          <email>rkofreitag@uol.com.br</email>
          <xref ref-type="aff" rid="affiliation-70fc13828396dec0dcc9b15f49e82057" />
        </contrib>
      </contrib-group>
      <aff id="affiliation-176fd67a99fbd83781a056cea43cbc8c">
        <institution content-type="orgname">Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)</institution>
      </aff>
      <aff id="affiliation-70fc13828396dec0dcc9b15f49e82057">
        <institution content-type="orgname">Universidade Federal de Sergipe (UFS)</institution>
      </aff>
      <pub-date date-type="pub" iso-8601-date="14/08/2020" />
      <volume>19</volume>
      <issue>2</issue>
      <issue-title>Resenhas Abralin ao Vivo</issue-title>
      <elocation-id>10.25189/rabralin.v19i2.1600</elocation-id>
      <history>
        <date date-type="accepted" iso-8601-date="07/08/2020" />
        <date date-type="received" iso-8601-date="22/07/2020" />
      </history>
      <permissions id="permission">
        <license>
          <ali:license_ref>http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/</ali:license_ref>
        </license>
      </permissions>
      <abstract>
        <p id="_paragraph-3">A conferência proferida por Silvia Rodrigues Vieira aponta os olhos dos linguistas para a escola, abordando o ensino de gramática. A partir de uma reflexão sobre o contexto atual em que nos encontramos enquanto professores de língua portuguesa, a autora propõe três eixos para o ensino: uma abordagem científica e reflexiva da gramática; o papel da gramática na construção de sentidos, que relaciona a gramática com a leitura e produção textual; e a consideração de uma língua heterogênea, que contribui para o desenvolvimento do respeito linguístico por parte dos alunos. Além disso, a conferencista ressalta a importância do professor-pesquisador e da formação continuada de docentes.</p>
      </abstract>
      <abstract abstract-type="executive-summary">
        <title>Abstract</title>
        <p id="paragraph-dd1efacd5da10a89418a60b62e85746a">The conference given by Silvia Rodrigues Vieira makes linguists look at school, addressing the teaching of grammar. Based on a reflection on the current context in which Portuguese language teachers are inserted in, Vieira suggests three axes for teaching: a scientific and reflective approach of grammar; the role of grammar in the construction of meanings, which links grammar with reading and textual production; and a consideration of a heterogeneous language, which contributes to the development of linguistic respect. Also, the lecturer stresses the importance of a teacher who also researches and keeps studying. </p>
      </abstract>
      <kwd-group>
        <kwd content-type="">Gramática</kwd>
        <kwd content-type="">Escola</kwd>
        <kwd content-type="">Linguística</kwd>
      </kwd-group>
    </article-meta>
  </front>
  <body id="body">
    <sec id="heading-79e4d4387473d10b38aff632a025a59c">
      <title>Texto</title>
      <p id="paragraph-cac6670f37671c3b4de3f6076635f505">Em meio a um contexto pandêmico, a Associação Brasileira de Linguística (ABRALIN), juntamente com outras associações internacionais<xref id="xref-22f8a5c7f504739011a14a280b3b517c" ref-type="fn" rid="footnote-2477430e6d4c712e28e86d839445114c">1</xref>, promoveu um evento integralmente online, que conta, desde maio, com <italic id="italic-a917271cd8c8bf6266fd4d2a2511c314">lives</italic>, mesas redondas e diálogos que partem de linguistas e chegam em nossas casas através do <italic id="italic-2">YouTube</italic>. Dessa forma, linguistas, professores, acadêmicos e interessados pela linguagem têm acesso a conteúdos de qualidade que promovem discussões, trocas e até publicações acadêmicas. </p>
      <p id="paragraph-2">Entre muitos outros nomes, uma das convidadas para proferir uma fala foi a pesquisadora Silvia Rodrigues Vieira, renomada investigadora na área de ensino de gramática. Autora do livro <italic id="italic-3">Gramática, variação e ensino: diagnoses e propostas pedagógicas </italic>(VIEIRA, 2018<xref id="xref-89da49c5ecda784e1677e4bda26d9961" ref-type="bibr" rid="book-ref-04e76f2b8cd298d591a4110d10592a4b">[1]</xref>) e uma das organizadoras do livro <italic id="italic-4">Ensino de Gramática: descrição e uso</italic> (BRANDÃO; VIEIRA, 2011<xref id="xref-df7eacd8d4742c9446aeb20d10f281ed" ref-type="bibr" rid="book-ref-a5d5725091a1f1531d72292fdffb840f">[2]</xref>), Silvia Rodrigues Vieira propõe três eixos para o ensino de gramática, que buscam atingir o raciocínio científico, práticas de letramento significativas e o respeito linguístico.</p>
      <p id="paragraph-3">Todavia, antes de falarmos sobre os três eixos e demais apontamentos feitos pela pesquisadora, apresentaremos brevemente a estrutura do conteúdo a ser apresentado nesta resenha: faremos um breve resumo da fala de Vieira (2020<xref id="xref-90c5bc82e9af9bf785b591b149d1f678" ref-type="bibr" rid="webpage-ref-7db469295c672a27e76c93740d0c8943">[3]</xref>), relacionando-a com a nossa visão de ensino de gramática, que provém de um mestrado em andamento no Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGLin/UFSC) e considera principalmente as contribuições da Teoria e Análise Linguística e que está bastante relacionada à fala da pesquisadora, principalmente ao primeiro eixo que a autora menciona, que defende a abordagem reflexiva e científica da gramática nas escolas.</p>
      <p id="paragraph-4">Além desse primeiro eixo, que leva em consideração os conhecimentos que o falante já tem da própria língua materna para desenvolver o pensamento científico em cima de construções gramaticais, a conferencista também traz o eixo 2, que diz respeito ao ensino de gramática e produção de sentidos, reconhecendo a gramática como ferramenta importante na produção de sentidos e possibilitando um bom trabalho com atividades de leitura e produção de texto, e o eixo 3, o ensino de gramática, variação e normas, que auxilia na reflexão sobre o preconceito linguístico, por tratar a língua como algo heterogêneo, mas também possibilita ao aluno reflexões sobre estruturas que ele não conhece, por pertencerem à variedade que ele não domina, como é, muitas vezes, o caso da norma de referência (FARACO, 2020<xref id="xref-5bd60ca6529c2fe8618d5105ceaaf6ea" ref-type="bibr" rid="webpage-ref-5d721a498bba1062dccfdf8ed7cf78ec">[4]</xref>) em contextos de produção escrita. </p>
      <p id="paragraph-5">Ao iniciar a fala, Silvia Rodrigues Vieira levanta as sugestões dos documentos oficiais que norteiam a educação, tais como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) (BRASIL, 1998<xref id="xref-261b933e68bc0f0659f36551e0e119e8" ref-type="bibr" rid="book-ref-71b1af54fe45b073555f4515d1db88d0">[5]</xref>) e Base Nacional Comum Curricular (BNCC) (BRASIL, 2019<xref id="xref-fc3cbe1b832b6a7cf812b271e86f2334" ref-type="bibr" rid="book-ref-e51bf5bd8700209af2b7775b383afdc4">[6]</xref>), para o ensino de gramática, que no primeiro documento são acompanhadas por uma discussão que não diz respeito a ensinar ou não, mas como ensinar a gramática, e no segundo, reúne nesse assunto questões de análise linguística/semiótica, produção textual, oralidade e leitura.</p>
      <p id="paragraph-6">Tomando esse norte como base, a pesquisadora afirma que já temos certos avanços se compararmos com contextos mais antigos, mas eles aconteceram de formas muito variadas, deixando alguns problemas. Entre eles, o fato de a abordagem de gramática que se tem ser uma polissemia causada pelas várias concepções de gramáticas adotadas pelos professores (e, infelizmente, muitas vezes a mais adotada ainda é a tradicional, que é trabalhada de uma maneira que promove o preconceito linguístico e até sensos anticientíficos); o objeto de trabalho que, segundo Vieira, se prende a limites – por exemplo: ou é texto, ou é frase. Ou é gênero, ou é gramática da sentença. Ou é descrição, ou é norma – mesmo podendo abraçar todos esses conteúdos; e afirmativas categóricas sem composição científica, como a ideia de que o trabalho com gramática não auxilia na leitura e na escrita ou de que não devemos trabalhar com termos técnicos em sala de aula. Após essa introdução reflexiva, a conferencista começa a falar sobre os três eixos do ensino de gramática citados acima.</p>
      <p id="paragraph-7">Vieira, para ilustrá-los, apresenta a imagem de um banco:</p>
      <fig id="figure-panel-943574f026e73fce90c4592ab5f43992">
        <label>Figure 1</label>
        <caption>
          <title><bold id="bold-fa869835874ef8ac3d0d4afad1d33b46"/>Concepções de língua/gramática que interessam ao ensino (metáfora do banco)<bold id="bold-958e346978384c009afdc6249bbdcba6"/></title>
          <p id="paragraph-3047edac0fac12954b49cd8267a67064" />
        </caption>
        <graphic id="graphic-76ba827932e26234505f07d5b1e42138" mimetype="image" mime-subtype="png" xlink:href="1.png" />
      </fig>
      <p id="paragraph-11">A ideia é apresentar essas três concepções como necessárias no ensino de gramática, porque se tirarmos uma delas, o banco não se sustenta. A conferencista reconhece, entretanto, que são práticas que variam de acordo com a perspectiva teórica, mas defende que devem ser igualmente tratados nas aulas de gramática na educação básica. </p>
      <p id="paragraph-12">A partir dessa metáfora, três reflexões são propostas: (i) que elementos os alunos devem saber? (ii) qual a relação entre gramática e produção de sentidos? (iii) a gramática é variável? Essas reflexões se relacionam, respectivamente, com os eixos 1, 2 e 3 propostos pela pesquisadora. </p>
      <p id="paragraph-13">Os três eixos levantados por Vieira consideram aquilo que o aluno falante de português brasileiro já traz para a escola, tomando isso como ponto de partida para um trabalho efetivo com leitura e produção de textos e promovendo o respeito à diversidade linguística. A ideia de uma abordagem mais reflexiva da gramática está fortemente relacionada à proposta de Pires de Oliveira e Quarezemin (2016; 2020<xref id="xref-42277f3c2203f318c56ccb110de68515" ref-type="bibr" rid="book-ref-262cef8720294acc0d3b1619cf76e1c6 book-ref-2705fc073ff3b1d9471ce0bfbea56bd5">[7,8]</xref>), que julgam importantíssima a consideração da gramática internalizada dos alunos para que, a partir dela, seja possível (re-/des-)construir gramáticas através de uma metodologia científica que instigue o aluno a construir hipóteses e analisar dados sobre a língua que fala.</p>
      <p id="paragraph-14">É claro que, ao propor um ensino mais científico de gramática, não defendemos que os mesmos moldes da universidade sejam adotados em aulas da educação básica (QUAREZEMIN, 2017<xref id="xref-521b229041783a77fa77f5fc54061982" ref-type="bibr" rid="journal-article-ref-1a910c3c38446b370c26e78e3cf747b9">[9]</xref>), mas reconhecemos que o trabalho com a metodologia científica permite que, nas aulas de gramática, seja desenvolvido o pensamento crítico e a criatividade dos alunos, além de promover o interesse pela ciência. Também assumimos que considerar o que o aluno traz para escola como falante é importante para este trabalho, uma vez que é dessa gramática internalizada que partirão hipóteses e intuições linguísticas, e servirão de ponto de partida para o trabalho com gramática, mesmo que a gramática “alvo” seja a norma de referência. Podemos dizer que o professor de gramática que não considera o que o aluno traz para a escola como falante pode ser comparado a um hipotético professor de educação física que não considera que os alunos já chegam à escola com a capacidade de correr. </p>
      <p id="paragraph-15">Como os três eixos levantados pela pesquisadora devem estar correlacionados, também é importante mencionar que esse trabalho científico contribui para que o aluno compreenda e produza textos com mais tranquilidade, por entender como a língua funciona dentro dos mais variados contextos, o que já está relacionado com as sugestões dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) (BRASIL, 1998<xref id="xref-e4ee7be7f185c6f2e4549d3dd89f7ccd" ref-type="bibr" rid="book-ref-71b1af54fe45b073555f4515d1db88d0">[5]</xref>) e também com as sugestões da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) (BRASIL, 2019<xref id="xref-a0d33a58d69cf99b09a109d52535f5bb" ref-type="bibr" rid="book-ref-e51bf5bd8700209af2b7775b383afdc4">[6]</xref>), como dito anteriormente. Além disso, um dos primeiros passos para entender a língua como um objeto científico é acreditar que ela não é algo pronto e muito menos único, que é o que defende o terceiro eixo, reforçando a importância do trabalho com a variação linguística em sala de aula.</p>
      <p id="paragraph-16">Estudiosos como Bagno (2007<xref id="xref-232d5d571ace0019585062e6a123c61f" ref-type="bibr" rid="book-ref-8ed2f9a8983f6238f49b9f6852df9f13">[10]</xref>), Bortoni-Ricardo (2004<xref id="xref-61110a17b92933c1e39f42e44baa260c" ref-type="bibr" rid="book-ref-f7a8e560f4338ae0ef81432c478a23df">[11]</xref>), defendem uma abordagem pluralizada no trabalho com língua materna. Estes e muitos outros autores entendem a relevância de trabalhar com conceitos sociolinguísticos em sala de aula para o desenvolvimento de uma consciência linguística que compreenda e respeite as mais diversas variantes linguísticas e contextos de fala.</p>
      <p id="paragraph-17">Percebemos, dessa forma, as contribuições que correntes teóricas, como o Gerativismo (cf. KENEDY, 2013<xref id="xref-9c4fbe8b5151ebbd0fa785f335d74ec5" ref-type="bibr" rid="journal-article-ref-2ab0d64936604161203df14c704d1a21">[12]</xref>), a sociolinguística, entre outras, trazem para o ensino de língua(s), assim como consideramos importantes as pesquisas que descrevem propostas para o trabalho científico da gramática em sala de aula (FRANCHI, 2006; CASTILHO, 2010<xref id="xref-df2334144043544d3bed65449e076a0c" ref-type="bibr" rid="book-ref-5a573353cacceab22f374a19622dc545">[13]</xref>; PERINI, 2010<xref id="xref-3028d482280f4dc3ebed2301a6537468" ref-type="bibr" rid="book-ref-e5b0621f7f373ec9eb4ffe8bbd460900">[14]</xref>; PIRES DE OLIVEIRA; QUAREZEMIN, 2016<xref id="xref-c6326a0772519f7dbbc4f0200560713c" ref-type="bibr" rid="book-ref-262cef8720294acc0d3b1619cf76e1c6">[7]</xref>; PILATI, 2017<xref id="xref-b35a30a0af323efad118db0d2da42c2d" ref-type="bibr" rid="book-ref-7e9a52efb2fa86ed8677fd7fe396ecfe">[15]</xref>; HOCHSPRUNG; ZENDRON DA CUNHA, 2019<xref id="xref-9e83de6ba3c836720e81ecda2ec4e900" ref-type="bibr" rid="journal-article-ref-1a31655399093b4b617509a1486d67a2">[16]</xref>; PIRES DE OLIVEIRA; QUAREZEMIN, 2020<xref id="xref-f3a03c21e6a24c7654d3db50e2575a68" ref-type="bibr" rid="book-ref-2705fc073ff3b1d9471ce0bfbea56bd5">[8]</xref>; AVELAR, 2017<xref id="xref-cda506f032abf07f7ee81c49f172aaae" ref-type="bibr" rid="book-ref-b3e9aa7efec86d111ce0e6fa2a705a20">[17]</xref>; entre outros).</p>
      <p id="paragraph-18">Com isso, já entramos em outro ponto levantado por Vieira ao final da sua fala: a importância de um professor-pesquisador. A conferencista defende um trabalho científico para o professor, também, para que este desenvolva pesquisas que incluam os próprios alunos, através de, por exemplo, diagnósticos que permitem que o professor compreenda as necessidades da turma e melhores abordagens para o ensino de gramática naquele contexto que está inserido. Entretanto, também levantamos que é fundamental que o professor seja um constante estudante, que procure por conteúdos e busque sempre se atualizar das discussões que ocorrem entre os estudiosos. Assim, a tão desejada ponte entre o meio acadêmico e a educação básica se fortalece cada vez mais.</p>
      <p id="paragraph-19">Portanto, compreendendo os pontos levantados pela conferencista, recomendamos fortemente a <italic id="italic-5">live</italic> para linguistas, professores de língua (materna ou estrangeira), acadêmicos do curso de Letras, assim como mestrandos e doutorandos que olham para o trabalho com gramática em sala de aula no contexto da educação básica.</p>
    </sec>
  </body>
  <back>
    <fn-group>
      <fn id="footnote-2477430e6d4c712e28e86d839445114c">
        <label>1</label>
        <p id="paragraph-047296f8ee1abc15a0b868a82de7190d">Evento promovido pela Abralin em cooperação com o CIPL – Comité International Permanent des Linguistes, a ALFAL – Asociación de Lingüística y Filología de América Latina, a SAEL – Sociedad Argentina de Estudios Lingüísticos e a LSA – Linguistic Society of America. </p>
      </fn>
    </fn-group>
    <ref-list>
      <ref id="webpage-ref-7db469295c672a27e76c93740d0c8943">
        <element-citation publication-type="webpage">
          <day>19</day>
          <month>07</month>
          <uri>https://www.youtube.com/watch?v=ypVJ2tVT3Yw</uri>
          <year>2020</year>
          <source>https://www.youtube.com/watch?v=ypVJ2tVT3Yw</source>
          <article-title>ENSINO de gramática em três eixos: uma questão de ciência, cidadania e respeito linguístico por Silvia Vieira Rodrigues [s.l., s.n], 2020. 1 vídeo (2h 02min 45 s). Publicado pelo canal da Associação Brasileira de Linguística</article-title>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="book-ref-b3e9aa7efec86d111ce0e6fa2a705a20">
        <element-citation publication-type="book">
          <publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
          <publisher-name>Parábola Editorial</publisher-name>
          <year>2017</year>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Avelar</surname>
              <given-names>J. O</given-names>
            </name>
          </person-group>
          <source>
            <italic id="italic-1">Saberes gramaticais: formas, normas e sentidos no espaço escolar</italic>
          </source>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="book-ref-8ed2f9a8983f6238f49b9f6852df9f13">
        <element-citation publication-type="book">
          <publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
          <publisher-name>Parábola Editorial</publisher-name>
          <year>2007</year>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Bagno</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
          </person-group>
          <source>
            <italic id="italic-343bb118b7a1f7bcdfd55b6eacbb8120">Nada na língua é por acaso: por uma pedagogia da variação lingüística</italic>
          </source>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="webpage-ref-5d721a498bba1062dccfdf8ed7cf78ec">
        <element-citation publication-type="webpage">
          <day>07</day>
          <month>06</month>
          <uri>https://www.youtube.com/watch?v=3kS-RHie0Zw</uri>
          <year>2020</year>
          <source>https://www.youtube.com/watch?v=3kS-RHie0Zw</source>
          <article-title>BASES por uma pedagogia da variação linguística. Conferência apresentada por Carlos Alberto Faraco [s.l., s.n], 2020. 1 vídeo (1h 9min 15s). Publicado pelo canal da Associação Brasileira de Linguística</article-title>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="book-ref-f7a8e560f4338ae0ef81432c478a23df">
        <element-citation publication-type="book">
          <publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
          <publisher-name>Parábola Editorial</publisher-name>
          <year>2004</year>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Bortoni-Ricardo</surname>
              <given-names>S. M</given-names>
            </name>
          </person-group>
          <source>
            <italic id="italic-a38dca36185001878a306ec5c208ba4e">Educação em língua materna</italic>
          </source>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="book-ref-a5d5725091a1f1531d72292fdffb840f">
        <element-citation publication-type="book">
          <publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
          <publisher-name>Editora Contexto</publisher-name>
          <year>2011</year>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Brandão</surname>
              <given-names>S. F</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Vieira</surname>
              <given-names>S. R</given-names>
            </name>
          </person-group>
          <source>
            <italic id="italic-acec2274b189866954030fb5eace92cb">Ensino de gramática: descrição e uso</italic>
          </source>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="book-ref-e51bf5bd8700209af2b7775b383afdc4">
        <element-citation publication-type="book">
          <publisher-loc>Brasília, DF</publisher-loc>
          <year>2019</year>
          <person-group person-group-type="author">
            <collab>
              <named-content content-type="name">BRASIL</named-content>
            </collab>
          </person-group>
          <source>Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. <italic id="italic-5cf7f948fd3a21049338e0f8442acbe4">Base nacional comum curricular</italic></source>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="book-ref-71b1af54fe45b073555f4515d1db88d0">
        <element-citation publication-type="book">
          <publisher-loc>SEF. Brasília: MEC/SEF</publisher-loc>
          <year>1998</year>
          <person-group person-group-type="author">
            <collab>
              <named-content content-type="name">BRASIL</named-content>
            </collab>
          </person-group>
          <source>Ministério da Educação e do Desporto.<bold id="bold-1"> </bold><italic id="italic-8fda1aecfa763e12f951bc9485ae14d2">Parâmetros Curriculares Nacionais</italic></source>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="book-ref-5a573353cacceab22f374a19622dc545">
        <element-citation publication-type="book">
          <publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
          <publisher-name>Contexto</publisher-name>
          <year>2010</year>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Castilho</surname>
              <given-names>A</given-names>
            </name>
          </person-group>
          <source>
            <italic id="italic-6aa66ce5ba3f3f3e4f4c231c13858b26">Nova gramática do português brasileiro</italic>
          </source>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="journal-article-ref-1a31655399093b4b617509a1486d67a2">
        <element-citation publication-type="journal">
          <issue>2</issue>
          <volume>8</volume>
          <year>2019</year>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Hochsprung</surname>
              <given-names>V</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Zedron da Cunha</surname>
              <given-names>K</given-names>
            </name>
          </person-group>
          <source>Miguilim-Revista Eletrônica do Netlli</source>
          <article-title>Que gramática se ensina na escola? Uma análise das classes de palavras em livros didáticos</article-title>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="journal-article-ref-2ab0d64936604161203df14c704d1a21">
        <element-citation publication-type="journal">
          <issue>32</issue>
          <volume>1</volume>
          <year>2013</year>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Kenedy</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
          </person-group>
          <source>Revista de Letras</source>
          <article-title>Possíveis contribuições da Linguística Gerativa à formação do professor de Língua Portuguesa</article-title>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="book-ref-e5b0621f7f373ec9eb4ffe8bbd460900">
        <element-citation publication-type="book">
          <publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
          <publisher-name>Parábola Editorial</publisher-name>
          <year>2010</year>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Perini</surname>
              <given-names>M</given-names>
            </name>
          </person-group>
          <source>
            <italic id="italic-d3162a3c9ff080dddd6f44eed26a05f9">Gramática do português brasileiro</italic>
          </source>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="book-ref-7e9a52efb2fa86ed8677fd7fe396ecfe">
        <element-citation publication-type="book">
          <edition>2</edition>
          <publisher-loc>São Paulo</publisher-loc>
          <publisher-name>Pontes</publisher-name>
          <year>2017</year>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Pilati</surname>
              <given-names>E</given-names>
            </name>
          </person-group>
          <source>
            <italic id="italic-d648604991c4aea0f2b2925dca37a52d">Linguística, gramática e aprendizagem ativa</italic>
          </source>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="book-ref-262cef8720294acc0d3b1619cf76e1c6">
        <element-citation publication-type="book">
          <publisher-loc>Petropólis</publisher-loc>
          <publisher-name>Vozes</publisher-name>
          <year>2016</year>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Pires de Oliveira</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Quarezemin</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
          </person-group>
          <source>
            <italic id="italic-ef2cd46165cf55d0b485ff49389124d4">Gramáticas na escola</italic>
          </source>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="book-ref-2705fc073ff3b1d9471ce0bfbea56bd5">
        <element-citation publication-type="book">
          <publisher-loc>Florianópolis</publisher-loc>
          <publisher-name>Dados Eletrônicos</publisher-name>
          <year>2020</year>
          <person-group person-group-type="editor">
            <name>
              <surname>Pires de Oliveira</surname>
              <given-names>R</given-names>
            </name>
            <name>
              <surname>Quarezemin</surname>
              <given-names>S</given-names>
            </name>
          </person-group>
          <source>
            <italic id="italic-fc5be08496c01d9bae806a186105a9bc">Artefatos em Gramática: Ideias para aulas de Língua</italic>
          </source>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="journal-article-ref-1a910c3c38446b370c26e78e3cf747b9">
        <element-citation publication-type="journal">
          <day>13</day>
          <issue>2</issue>
          <month>01</month>
          <page-range>69-92</page-range>
          <volume>18</volume>
          <year>2018</year>
          <pub-id pub-id-type="doi">10.5007/1984-8420.2017v18n2p69</pub-id>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Quarezemin</surname>
              <given-names>Sandra</given-names>
            </name>
          </person-group>
          <source>Working Papers em Linguística</source>
          <article-title>Ensinar Linguística na Escola: um confronto com a realidade</article-title>
        </element-citation>
      </ref>
      <ref id="book-ref-04e76f2b8cd298d591a4110d10592a4b">
        <element-citation publication-type="book">
          <publisher-name>Editora Blucher</publisher-name>
          <year>2018</year>
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <surname>Vieira</surname>
              <given-names>S. R</given-names>
            </name>
          </person-group>
          <source>
            <italic id="italic-3417f29e7371fbfe757382c2167f1c30">Gramática, variação e ensino</italic>
          </source>
        </element-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
</article>